A Igreja de hoje não precisa de "cristãos em tempo parcial", mas sim de cristãos em tempo integral!
VATICANO, 05 Abr. 11 / 02:31 pm (ACI) Esta manhã o Escritório de Imprensa da Santa Sé apresentou o programa dos três dias da beatificação do Papa João Paulo II, cujo dia central será o domingo 1º de maio no qual Karol Wojtyla será elevado aos altares. Na apresentação, o Vigário do Papa para a diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, detalhou o programa para os três dias de celebração que começarão no sábado 30 de abril com uma Vigília de Oração no Circo Massimo. A celebração estará dividida em duas partes. A primeira dedicada à lembrança das palavras e os gestos do Papa João Paulo II. Logo em seguida haverá uma solene procissão na que se entronizará a imagem de Maria, Salus Populi Romani, acompanhada por representantes de todas as paróquias e capelanias diocesanas. Durante o ato alguns colaboradores do novo beato, como o Cardeal Stanislaw Dziwisz, que foi seu secretário, e Joaquín Navarro-Valls, ex-diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sede farão um breve discurso. Também participará a Irmã Marie Simon-Pierre, cuja milagrosa cura abriu o caminho para a beatificação. Ao final desta primeira parte se cantará o hino “Totus tuus”, composto para o 50º aniversário da ordenação sacerdotal de João Paulo II. A segunda parte do evento se centra na celebração dos Mistérios Luminosos do Santo Rosário introduzidos por João Paulo II. Depois do canto “Abram as portas a Cristo”, do novo beato, o Cardeal Vigário Agostino Vallini fará uma síntese da personalidade espiritual e pastoral do Papa. Após esta intervenção os participantes em conexão direta via satélite com cinco santuários marianos em todo o mundo rezarão o terço. Cada um dos Mistérios estará ligado a uma intenção de João Paulo II meditados nas vigílias simultâneas que serão celebradas em distintos santuários ao redor do mundo. No santuário de Lagniewniki, na Cracóvia (Polônia), a intenção será a juventude; no santuário Kawekamo-Bugando (Tanzânia), a família; no santuário de Nossa Senhora do Líbano – Harissa (Líbano), a evangelização; na basílica de Santa Maria de Guadalupe, da Cidade do México, a esperança e a paz das nações e no Santuário de Fátima, a Igreja. Ao final, Bento XVI em conexão desde o Vaticano, rezará a oração final e repartirá a bênção apostólica a todos os participantes. Essa noite permanecerão abertas para a oração as seguintes igrejas de Roma: Santa Agnese in Agone, na Praça Navona; San Marco al Campidoglio; Santa Anastasia; Santíssimo Nuome di Gesú all’Argentina; Santa Maria in Vallicella; San Giovanni dei Fiorentini; San Andrea della Valle; San Bartolomeo all’Isola. Em 1º de maio, domingo da Divina Misericórdia, na Praça de São Pedro às 10:00 a.m., o Papa Bento XVI presidirá a Missa de Beatificação de João Paulo II, que estará precedida por uma hora de preparação na qual se rezará o Terço da Divina Misericórdia, devoção introduzida por Santa Faustina Kowalska, e muito apreciada pelo Papa João Paulo II e terminará com uma invocação à misericórdia no mundo, com o canto “Jezu ufamTobie”, que quer dizer “Jesus confio em vós”. Seguirá a Santa Missa com os textos do domingo da Oitava de Páscoa. Depois da fórmula de beatificação, quando for descoberta a imagem do saudoso pontífice, será cantado em latim o Hino do Beato. Na segunda-feira 2 de maio o Secretário de estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, presidirá às 10:00 a.m. a Missa de Ação de Graças pela Beatificação na Praça de São Pedro. Esta Eucaristia será a primeira celebrada em honra do novo beato. Os textos serão os da Missa do Beato João Paulo II. A celebração será animada pelo Coro da diocese de Roma, com a participação do Coro de Varsóvia e da Orquestra Sinfônica de Wadowice (Polônia). O Pe. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sede, explicou que na sexta-feira 29 de abril pela tarde se transladará a tumba do beato Papa Inocencio XI -que se encontra na Capela São Sebastião da basílica vaticano-, ao altar da Transfiguração, para deixar seu lugar ao corpo de João Paulo II. Essa mesma manhã, o féretro do Pontífice -que não será aberto- transladar-se-á ante a tumba de São Pedro, nas grutas vaticanas. Na manhã do 1º de maio, será levado ante o altar da Confissão da basílica. Terminada a cerimônia de beatificação, o Papa e os cardeais concelebrantes se dirigirão ao altar da Confissão da basílica e rezarão uns instantes ante o corpo do novo beato. A partir dessa tarde, as pessoas que o desejem poderão venerar os restos de João Paulo II
(Dário Pedroso, s.j.) Quaresma é tempo propício a escutar a Palavra, a saboreá-la, a comê-la, a meditá-la. Tempo favorável. Só a Palavra converte. 1º – Palavra que é Pessoa. Já o soubemos: Jesus é a Palavra do Pai. A Palavra é uma Pessoa. Pessoa que nos diviniza, nos sacia, nos converte, nos alimenta, nos transforma, nos quer identificados com Ela, a Palavra que é o Verbo do Pai. O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. É o Filho de Deus e o Filho da Virgem Maria. Palavra que é Vida divina, que fala em palavras humanas os mistérios do amor. Revela-nos o Pai, o Espírito, fala de Si mesmo. Revela o segredo misterioso da Igreja e dos sacramentos. Revela o Reino e com ele o caminho das bem-aventuranças. Revela no amor pascal a síntese de toda a graça: amor eucarístico de Quinta-feira Santa, amor Crucificado de Sexta-Feira Santa, amor Alegre e Ressuscitado de Domingo de Páscoa. Esta Palavra que é uma Pessoa divina, foi até ao extremo do amor. Fez-Se Pão Vivo para ser nosso alimento. Morre para ser fonte de vida e de graça. 2º – Este é meu Filho escutai-O. É algo super importante ir ao Tabor, ao Monte da Transfiguração, e ouvir o Pai dizer-nos “Este é meu Filho, escutai-O”. O Pai quer que escutemos o Filho, que prestemos atenção à sua voz, aos seus ensinamentos, aos seus mandamentos. Escutar a Palavra, que é o Filho, é dom e graça. Escutar o Filho para entrar na comunhão com o Pai e com o Espírito, para entrar na comunhão trinitária. Escutar o Filho para sermos evangelizados por Ele que é a divina Palavra. O Pai não quer, não deseja outra coisa. Precisamos de nos abrir à Palavra, escutá-la, fazê-la vida da nossa vida. Só no silêncio interior a Palavra pode ser acolhida, mastigada, comida, saboreada, fazer-se vida em nós. Só no deserto se escuta bem a Palavra: deserto de coração para acolher e escutar o Filho bem-amado. 3º – Rezar a Palavra. A palavra é para ser rezada e não só ouvida. Rezada significa “ouvi-la de dentro” como ensina o Concílio Vaticano II. Escutá-la com o coração, saboreá-la internamente. É a arte da meditação do texto para que seja “comido”. O Anjo disse ao Profeta: “Toma o livro e come”. Comer o livro é saborear a Palavra e fazê-la vida em nós. Meditar, ir pensando que tem este texto a ver comigo, que me diz o Espírito através dele? Como vou colocar em prática no quotidiano o que está escrito, as interpelações? Que tem a minha vida de mudar para assumir este texto, este versículo, esta atitude de Jesus (exemplos concretos). 4º – Qualidade do terreno. A parábola do Semeador, em Lucas 8, é bem clara ao afirmar que a semente é a Palavra de Deus, mas que o terreno é o coração do homem. Há várias qualidades de terreno: a) duro, pisado, a semente cai e não germina; b) com rochas, a semente cai e começa a germinar mas não tem terra nem humidade e morre; c) a semente cai entre os espinhos: cuidados, riquezas, prazeres da vida, e os espinhos sufocam-na. Mas há terreno nobre e virtuoso que acolhe a semente e dá muito fruto. Importa saber que terreno é o nosso coração. Que rochas há em nós, que espinhos… importa pedir coração nobre e virtuoso. Só assim acolhemos a Palavra e ela se faz vida em nós. Nossas vidas se vão transformando, cristificando, divinizando. 5º – Evangelizar o nosso interior. O nosso ser está por evangelizar. Há uma evangelização “ad intra”, não basta “ad extra”… A nossa inteligência não pensa sempre e em tudo como Jesus… A Palavra vai evangelizando a inteligência para pensarmos como Jesus pensou… para assumir critérios evangélicos. Mas o nosso coração também não ama como Jesus, não ama sempre e a todos… o coração precisa de ser evangelizado. A nossa vontade não quer sempre o que Deus quer… só a Palavra pode evangelizar a nossa vontade, para querer como Jesus… O mesmo deve suceder à nossa afectividade, a nossa liberdade, a nossa língua e modo de falar, os nossos cinco sentidos, etc. Precisamos de ser evangelizados pela Palavra que nos converte e purifica, que muda a nossa vida e nos faz homens e mulheres evangélicos. 6º – Construção sobre a rocha. Outro tema importante, outro ensinamento de Jesus, é a parábola da casa construída sobre a areia ou sobre a rocha. Quem não ouve a Palavra e não a põe em prática é casa construída sobre areia. Vem uma tempestade, um vendaval, vai a areia e cai a casa. Mas quem ouve a Palavra e a coloca em prática é casa construída sobre a rocha, que resiste às tempestades da vida. A Palavra é o rochedo firme sobre o qual construímos nossa vida. Pode suceder uma doença, a morte de um familiar, pode assaltar-nos uma tentação grave, pode bater-nos à porta uma calúnia ou algo mais difícil, que a casa não cai. Está sobre a rocha firme que é a Palavra de Deus. A vida é vivida de outra forma. Tudo se vive segundo a Palavra que é luz para nossos passos, luz que nos encaminha, luz que nos faz viver de um modo novo para sermos casa construída sobre a rocha. O rochedo é Cristo, é a Palavra do Pai
Creio não haver dúvidas que existem tensões e dissensões entre os cristãos, não vale a pena “taparmos o Sol com uma peneira”, mas vale a pena, por amor a Jesus Cristo Nosso Senhor, sermos humildes, pormos de lado as nossas vaidades e cheios de amor unirmo-nos perante a avalanche de ataques de que a Igreja e o Santo Padre têm sido alvo há já alguns anos, brevemente celebraremos o sexto aniversário da eleição de Bento XVI. Àqueles que por um motivo ou outro não simpatizam com Bento XVI, tenham por favor presente que estamos a falar do Vigário de Jesus Cristo na terra, rogo-lhes que pensem no superior interesse da nossa fé que deverá ser inabalável em Jesus Cristo Nosso Senhor, e da nossa Igreja e não se esqueçam do exemplar comportamento de humildade do Papa e sobretudo, que não se deixem intoxicar pela bem orquestrada comunicação social que diariamente o tenta denegrir. Há tempos, escrevi que por um lado era bom sinal, e reitero a afirmação de então, dizer mal da Igreja, dos seus valores e do Papa, vende, senão não lhe dariam a projecção que dão, mas há sempre o risco, de os menos informados sobre os métodos de deturpação, se deixarem convencer e para estarem de bem com a “maioria” prevalecente, facilmente cedam e se juntem, ainda que inconscientemente, à maledicência. Também é certo, que muitos que nunca pensaram interessar-se por temas da Igreja, despertem na sua curiosidade e se informem e ao analisarem as diferentes fontes, se indignem com a mentira e dela se aproximem. Somos muitos milhões, tenhamos pois a mesma atitude e coragem dos primeiros cristãos, com humildade, com caridade e amor, proclamemos aos “sete ventos” a nossa fé e não nos deixemos intimidar e arrastar pelo comodismo do silêncio. Que nunca nos pese na consciência «Por isso, não se podem desculpar. Pois, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram nem lhe deram graças, como a Deus é devido. Pelo contrário: tornaram-se vazios nos seus pensamentos e obscureceu-se o seu coração insensato. Afirmando-se como sábios, tornaram-se loucos» (Rom 1, 20-22 SpeDeus