Férias
Um tempo de descanso que permite recomeços sempre novos e reúne forças para outro ano de trabalho capaz de gerar, com criatividade, a construção do bem e da beleza
A história terá muito de realismo e alguma ficção. Conta, muito simplesmente, a "rotina" de um professor universitário. Ao longo de cada ano lectivo preparava aulas, reunia livros para as suas estantes já repletas, escrevia conferências e discursos. Na entrada de cada Verão eram bem visíveis as provas de um ano intenso de trabalho, ensino e investigação.
Antes das semanas de descanso, e contrariamente a qualquer estratégia mais ou menos previsível, não se preocupava em catalogar dossiers, agrupar temáticas estudadas ou ordenar arquivos. Porque a maioria dos papéis tinha por destino… a reciclagem! No ano seguinte era dever do "amigo do saber" iniciar novas procuras, reler fontes e reescrever planos de aulas ou palestras.
Moralismos à parte, serve a história para valorizar o tempo de férias como oportunidade para recomeçar, aperfeiçoar, recriar. Possível a partir de um tempo de paragem, de lazer, de estar com outros e com o Outro, sem temer a passagem das horas.
Um ciclo claramente experimentado por muitos "habitantes" da mobilidade humana, emigrantes ou imigrantes, que durante as férias têm a possibilidade de regressar à intimidade dos familiares, amigos e de todas as "coisas" da terra, pertença também da história de cada pessoa.
Entre nós, portugueses, essa experiência passa por estes dias. A chegada de quem está espalhado por muitas comunidades é uma oportunidade de encontro e lazer que se estende por todo o país.
Um tempo de descanso que permite recomeços sempre novos e reúne forças para outro ano de trabalho capaz de gerar, com criatividade, a construção do bem e da beleza. E quantas histórias de famílias migrantes não o demonstram!
Assim, as férias serão dias de desapego do acessório, de libertação do velho que permite a descoberta mais firme do essencial, da identidade. Para que o recomeço desponte como possibilidade de oferta pessoal na construção da felicidade comum
sábado, 31 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
Maria d'Assunção L. Lima
Maria Matilde Pereira
. A D.Maria Assunção é associada do Apostolado da Oração desde 1949 quando frequentava o Colégio de Sta Maria em Torres Novas, desde então tem se empenhado sempre no Apostolado na nossa comunidade, é Zeladora entrega o boletim mensal 10 associados, também é Ministra Extraordinaria da comunhão, é assídua á Adoração do Santíssimo nas 1ª sextas feiras , também faz voluntariado na Caritas em Ota, é um exemplo de que em qualquer idade podemos estar ao serviço de Deus e dos Homens.
A D. Matilde , foi durante 35 anos a presidente do centro do Apostolado da Oração em Ota , deu Catequese e trabalhou em diversas áreas na paróquia, é Zeladora de 21 associados, apesar da sua pouca saúde continua ao serviço de Deus, como nos diz S, Paulo (Ai de mim se não evangelizar)ambas são para nós desafios a seguir, a sermos Pedras Vivas do Templo de Deus.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Domingo, 25 de Julho de 2010
Comentando o Evangelho do dia Bento XVI fala do “Pai Nosso”, e pede á Virgem Maria que nos ajude a redescobrir a beleza e a profundidade da oração
Nas palavras dirigidas aos milhares de pessoas congregadas neste domingo ao meio dia no pátio interno do palácio apostólico de Castelgandolfo para a recitação do Angelus, o Papa Bento XVI comentou o Evangelho do dia que nos apresenta Jesus recolhido em oração, um pouco isolado dos seus discípulos. Quando terminou um deles disse-lhe: Senhor, ensina-nos a orar. Jesus não fez objecções, não falou de formulas estranhas ou exotéricas, mas com muita simplicidade disse: “Quando orardes, dizei: Pai… e – salientou Bento XVI – ensinou o Pai Nosso.
O Papa recordou que o Evangelista Lucas transmite-nos o Pai Nosso numa forma mais breve em relação aquela do Evangelho de São Mateus que entrou no uso comum.
Encontramo-nos perante as primeiras palavras da Sagrada Escritura que aprendemos desde meninos. Elas imprimem-se na memoria, plasmam a nossa vida, acompanham-nos até ao último respiro. Desvelam que nós não somos ainda de maneira completa filhos de Deus, mas devemos sê-lo e cada vez mais, mediante uma nossa comunhão com Jesus cada vez mais profunda.
Esta oração - acrescentou depois o Papa acolhe e exprime também as necessidades humanas materiais e espirituais. E precisamente por causa das necessidade e das dificuldades de cada dia, Jesus exorta com força “pedi e dar-vos - ão. Procurai e achareis. Batei e hão-de abrir-vos”.
Não é um pedir para satisfazer a própria vontade, quanto sobretudo manter viva esta amizade com Deus o qual – diz sempre o Evangelho – dará o Espírito àqueles que Lh’o pedem”.
Bento XVI recordou que neste Domingo ocorre a festa do Apostolo São Tiago, que deixou o pai e o trabalho de pescador para seguir Jesus e por Ele deu a vida, o primeiro entre os Apóstolos. E de coração dirigiu um pensamento especial aos peregrinos que acorrerem numerosos a Santiago de Compostela, pedindo á Virgem Maria que nos ajude a redescobrir a beleza e a profundidade da oração cristã.
Não faltou nesta domingo uma saudação do Papa em língua portuguesa:
Saúdo também os peregrinos de língua portuguesa, especialmente o grupo de brasileiros vindos da diocese de Blumenau. Agradecido pela amizade e orações, sobre todos invoco os dons do Espírito Santo para serem verdadeiras testemunhas de Cristo no meio das respectivas famílias e comunidades que de coração abençoo.
Depois da recitação do Angelus Bento XVI manifestou profunda dor pela tragédia de Duisburg, onde morreram 19 pessoas. “Recordo na oração os jovens que perderam a vida – disse o Papa.
(Fonte: site Radio Vaticana
Comentando o Evangelho do dia Bento XVI fala do “Pai Nosso”, e pede á Virgem Maria que nos ajude a redescobrir a beleza e a profundidade da oração
Nas palavras dirigidas aos milhares de pessoas congregadas neste domingo ao meio dia no pátio interno do palácio apostólico de Castelgandolfo para a recitação do Angelus, o Papa Bento XVI comentou o Evangelho do dia que nos apresenta Jesus recolhido em oração, um pouco isolado dos seus discípulos. Quando terminou um deles disse-lhe: Senhor, ensina-nos a orar. Jesus não fez objecções, não falou de formulas estranhas ou exotéricas, mas com muita simplicidade disse: “Quando orardes, dizei: Pai… e – salientou Bento XVI – ensinou o Pai Nosso.
O Papa recordou que o Evangelista Lucas transmite-nos o Pai Nosso numa forma mais breve em relação aquela do Evangelho de São Mateus que entrou no uso comum.
Encontramo-nos perante as primeiras palavras da Sagrada Escritura que aprendemos desde meninos. Elas imprimem-se na memoria, plasmam a nossa vida, acompanham-nos até ao último respiro. Desvelam que nós não somos ainda de maneira completa filhos de Deus, mas devemos sê-lo e cada vez mais, mediante uma nossa comunhão com Jesus cada vez mais profunda.
Esta oração - acrescentou depois o Papa acolhe e exprime também as necessidades humanas materiais e espirituais. E precisamente por causa das necessidade e das dificuldades de cada dia, Jesus exorta com força “pedi e dar-vos - ão. Procurai e achareis. Batei e hão-de abrir-vos”.
Não é um pedir para satisfazer a própria vontade, quanto sobretudo manter viva esta amizade com Deus o qual – diz sempre o Evangelho – dará o Espírito àqueles que Lh’o pedem”.
Bento XVI recordou que neste Domingo ocorre a festa do Apostolo São Tiago, que deixou o pai e o trabalho de pescador para seguir Jesus e por Ele deu a vida, o primeiro entre os Apóstolos. E de coração dirigiu um pensamento especial aos peregrinos que acorrerem numerosos a Santiago de Compostela, pedindo á Virgem Maria que nos ajude a redescobrir a beleza e a profundidade da oração cristã.
Não faltou nesta domingo uma saudação do Papa em língua portuguesa:
Saúdo também os peregrinos de língua portuguesa, especialmente o grupo de brasileiros vindos da diocese de Blumenau. Agradecido pela amizade e orações, sobre todos invoco os dons do Espírito Santo para serem verdadeiras testemunhas de Cristo no meio das respectivas famílias e comunidades que de coração abençoo.
Depois da recitação do Angelus Bento XVI manifestou profunda dor pela tragédia de Duisburg, onde morreram 19 pessoas. “Recordo na oração os jovens que perderam a vida – disse o Papa.
(Fonte: site Radio Vaticana
A PROCURA
Imóvel, cabeça voltada para o Céu, os braços abertos em cruz, as palmas das mãos viradas para cima, todo eu era uma súplica, (ou pretendia ser), esperando confiantemente o sinal, os sinais do meu Senhor.
Não queria pensar em nada, não queria nenhuma distracção, fosse ela qual fosse, queria apenas esperar, sentir, deixar-me envolver pela presença do meu Deus e Senhor.
De vez em quando, uma qualquer voz do interior de mim, tentava distrair-me do meu propósito, da minha procura, da minha entrega que queria total, mas eu, forte e decidido, logo lhe ordenava com autoridade que se calasse e não me impedisse de continuar a minha demanda.
E esperava, e esperava, e clamava com todas as minhas forças:
Senhor, estou aqui, quero entregar-me, quero sentir e viver o Teu amor!
Mas nada, nada acontecia, apenas aquela voz interior que regressava de quando em vez, para me afastar do encontro com o meu Senhor.
Suplicante, perguntei então, já cansado, virado para o Céu:
Que faço eu de errado Senhor, porque não vens ao meu encontro, sei que não Te mereço, mas também sei que és infinitamente bom, e que tocas sempre aqueles que te procuram.
E nada, nenhuma resposta, nem o mais leve sinal, ou um calor que me fizesse sentir a Sua presença, e eu que tanto me tinha preparado para este momento.
É esta voz de dentro de mim, pensei eu, que não me deixa entrar na presença do meu Deus. Mas como calá-la, como fazer para que ela não me distraia da minha meditação.
De vez em quando um vento, como uma brisa, passava por mim e o meu coração agitava-se, estremecia, mas logo se aquietava, um pouco desiludido, pois não era a presença que eu tanto desejava.
Cansado, quase um pouco descrente, deixei de lado o meu esforço em que tanto tinha acreditado, e que pensava seria o necessário para o meu encontro decisivo com Jesus.
Baixei os braços, deixei pender a cabeça, libertei os meus sentimentos e foi então que ouvi distintamente aquela voz dentro de mim:
«Procuras fora O que está dentro de ti?
Procuras com a tua inteligência, com os teus planos, com as tuas forças, aquilo que só Eu, por graça, te posso dar?
Não sabes que habito em Ti, não sabes que habito naqueles que me amam, naqueles que se alimentam de Mim?
Para que queres tu sinais, consolações, sentimentos?
Não te chega saberes que Me entreguei por ti e que te prometi, e a todos os que acreditassem, que sempre estaria convosco?
Abandona-te, entrega-te, do exterior nada te dou, mas deixa que cresça no teu interior até que Eu seja tudo em ti.»
Caí de joelhos.
Pobre de mim, convencido de algum merecimento, convencido de que podia alguma coisa, quando apenas bastava abrir o coração, abrir a vida, e dizer:
Sim, meu Senhor e meu Deus, faça-se a Tua vontade
Imóvel, cabeça voltada para o Céu, os braços abertos em cruz, as palmas das mãos viradas para cima, todo eu era uma súplica, (ou pretendia ser), esperando confiantemente o sinal, os sinais do meu Senhor.
Não queria pensar em nada, não queria nenhuma distracção, fosse ela qual fosse, queria apenas esperar, sentir, deixar-me envolver pela presença do meu Deus e Senhor.
De vez em quando, uma qualquer voz do interior de mim, tentava distrair-me do meu propósito, da minha procura, da minha entrega que queria total, mas eu, forte e decidido, logo lhe ordenava com autoridade que se calasse e não me impedisse de continuar a minha demanda.
E esperava, e esperava, e clamava com todas as minhas forças:
Senhor, estou aqui, quero entregar-me, quero sentir e viver o Teu amor!
Mas nada, nada acontecia, apenas aquela voz interior que regressava de quando em vez, para me afastar do encontro com o meu Senhor.
Suplicante, perguntei então, já cansado, virado para o Céu:
Que faço eu de errado Senhor, porque não vens ao meu encontro, sei que não Te mereço, mas também sei que és infinitamente bom, e que tocas sempre aqueles que te procuram.
E nada, nenhuma resposta, nem o mais leve sinal, ou um calor que me fizesse sentir a Sua presença, e eu que tanto me tinha preparado para este momento.
É esta voz de dentro de mim, pensei eu, que não me deixa entrar na presença do meu Deus. Mas como calá-la, como fazer para que ela não me distraia da minha meditação.
De vez em quando um vento, como uma brisa, passava por mim e o meu coração agitava-se, estremecia, mas logo se aquietava, um pouco desiludido, pois não era a presença que eu tanto desejava.
Cansado, quase um pouco descrente, deixei de lado o meu esforço em que tanto tinha acreditado, e que pensava seria o necessário para o meu encontro decisivo com Jesus.
Baixei os braços, deixei pender a cabeça, libertei os meus sentimentos e foi então que ouvi distintamente aquela voz dentro de mim:
«Procuras fora O que está dentro de ti?
Procuras com a tua inteligência, com os teus planos, com as tuas forças, aquilo que só Eu, por graça, te posso dar?
Não sabes que habito em Ti, não sabes que habito naqueles que me amam, naqueles que se alimentam de Mim?
Para que queres tu sinais, consolações, sentimentos?
Não te chega saberes que Me entreguei por ti e que te prometi, e a todos os que acreditassem, que sempre estaria convosco?
Abandona-te, entrega-te, do exterior nada te dou, mas deixa que cresça no teu interior até que Eu seja tudo em ti.»
Caí de joelhos.
Pobre de mim, convencido de algum merecimento, convencido de que podia alguma coisa, quando apenas bastava abrir o coração, abrir a vida, e dizer:
Sim, meu Senhor e meu Deus, faça-se a Tua vontade
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Tema para reflexão - Virtude da Mansidão
Mansos quer dizer, os que sofrem com paciência as perseguições injustas; os que nas adversidades mantêm o ânimo sereno, humilde e firme, e não se deixam levar pela ira ou pelo abatimento. A virtude da mansidão é muito necessária para a vida cristã. Normalmente as frequentes manifestações externas de irritabilidade procedem da falta de humildade e paz interior.
(Definição de Mansidão, compilação por AMA
Mansos quer dizer, os que sofrem com paciência as perseguições injustas; os que nas adversidades mantêm o ânimo sereno, humilde e firme, e não se deixam levar pela ira ou pelo abatimento. A virtude da mansidão é muito necessária para a vida cristã. Normalmente as frequentes manifestações externas de irritabilidade procedem da falta de humildade e paz interior.
(Definição de Mansidão, compilação por AMA
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Tema para reflexão - Revelação e Amor
Toda a nossa religião é uma revelação da bondade, da misericórdia, do amor de Deus por nós. "Deus é amor" (Cfr Jo 4, 16), isto é, amor que se difunde e se prodigaliza; e tudo se resume nesta grande verdade que tudo explica e tudo ilumina. É necessário ver a história de Jesus a esta luz.
(PAULO VI, Homília do Corpus Christi, Roma, 13.06.1975
Toda a nossa religião é uma revelação da bondade, da misericórdia, do amor de Deus por nós. "Deus é amor" (Cfr Jo 4, 16), isto é, amor que se difunde e se prodigaliza; e tudo se resume nesta grande verdade que tudo explica e tudo ilumina. É necessário ver a história de Jesus a esta luz.
(PAULO VI, Homília do Corpus Christi, Roma, 13.06.1975
sábado, 10 de julho de 2010
sábado, 10 de Julho de 2010
Comentário ao Evangelho de Domingo feito por:
São Severo de Antioquia (465-538), bispo
Homilia 89 (a partir da trad. de Lubac, Catholicisme, Le Cerf 1947 rev.)
«Desceu do Céu» (Credo)
«Certo homem descia de Jerusalém para Jericó». Cristo [...] não disse: «Alguém descia», mas «certo homem descia», porque a passagem diz respeito a toda a humanidade. A mesma que, a seguir ao pecado de Adão, deixou a morada suprema, calma, sem sofrimento e maravilhosa do paraíso, chamada de pleno direito Jerusalém – nome que significa «paz de Deus» –, e desceu para Jericó, país rude e baixo, onde o calor é abrasador. Jericó é a vida febril deste mundo, a vida que nos separa de Deus. [...] Uma vez que a humanidade se desviou do bom caminho para esta vida [...], o bando de demónios selvagens vem atacá-la como um bando de salteadores, que a despojam das vestes da perfeição, não lhe deixando nenhum vestígio da força de alma, nem da pureza, nem da justiça, nem da prudência, nem de nada do que caracteriza a imagem divina (Gn 1, 26); mas, batendo-lhe com as pancadas repetidas dos vários pecados, abatem-na e deixam-na por fim meia morta. [...]
A Lei dada por Moisés passou [...], mas faltou-lhe força, não conduzindo a humanidade a uma cura completa, não levantando a humanidade que jazia por terra. [...] É que a Lei oferecia sacrifícios e oferendas «que de modo algum podiam dar a perfeição àqueles que assistiam aos sacrifícios» porque «é impossível que o sangue dos touros e dos carneiros tire os pecados» (Heb 10, 1.4). [...]
Por fim passou um Samaritano. Cristo dá-Se a Si mesmo, o nome de Samaritano. Porque [...] é Ele mesmo que vem, realizando o desígnio da Lei e fazendo ver, pelas Suas obras, «quem é o próximo» e em que consiste «amar os outros como a si mesmo».
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
Comentário ao Evangelho de Domingo feito por:
São Severo de Antioquia (465-538), bispo
Homilia 89 (a partir da trad. de Lubac, Catholicisme, Le Cerf 1947 rev.)
«Desceu do Céu» (Credo)
«Certo homem descia de Jerusalém para Jericó». Cristo [...] não disse: «Alguém descia», mas «certo homem descia», porque a passagem diz respeito a toda a humanidade. A mesma que, a seguir ao pecado de Adão, deixou a morada suprema, calma, sem sofrimento e maravilhosa do paraíso, chamada de pleno direito Jerusalém – nome que significa «paz de Deus» –, e desceu para Jericó, país rude e baixo, onde o calor é abrasador. Jericó é a vida febril deste mundo, a vida que nos separa de Deus. [...] Uma vez que a humanidade se desviou do bom caminho para esta vida [...], o bando de demónios selvagens vem atacá-la como um bando de salteadores, que a despojam das vestes da perfeição, não lhe deixando nenhum vestígio da força de alma, nem da pureza, nem da justiça, nem da prudência, nem de nada do que caracteriza a imagem divina (Gn 1, 26); mas, batendo-lhe com as pancadas repetidas dos vários pecados, abatem-na e deixam-na por fim meia morta. [...]
A Lei dada por Moisés passou [...], mas faltou-lhe força, não conduzindo a humanidade a uma cura completa, não levantando a humanidade que jazia por terra. [...] É que a Lei oferecia sacrifícios e oferendas «que de modo algum podiam dar a perfeição àqueles que assistiam aos sacrifícios» porque «é impossível que o sangue dos touros e dos carneiros tire os pecados» (Heb 10, 1.4). [...]
Por fim passou um Samaritano. Cristo dá-Se a Si mesmo, o nome de Samaritano. Porque [...] é Ele mesmo que vem, realizando o desígnio da Lei e fazendo ver, pelas Suas obras, «quem é o próximo» e em que consiste «amar os outros como a si mesmo».
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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