terça-feira, 23 de outubro de 2012

Espiritualidade



O salto da fé

Reflexões espirituais de Dom Alberto Taveira Corrêa sobre o Ano da fé

BELÉM DO PARÁ, segunda-feira, 22 de Outubro de 2012 (ZENIT.org) -

Eram os primeiros anos de sacerdócio, em minha primeira Paróquia, numa das mais gratificantes experiências do exercício do ministério, a atenção aos doentes, regularmente visitados, para o Sacramento da Penitência, a Unção dos enfermos e a Sagrada Comunhão, quando recebi uma das lições mais expressivas. Penso nos meus sacerdotes hoje, muitos deles dedicados semanalmente a tais visitas, testemunhas de milagres, quando Deus lhes concede muito mais do que levam aos verdadeiros santuários, que são os leitos dos que se fazem para-raios que, com sua oferta e oração contínua, sustentam silenciosamente a Igreja e os irmãos.
Pois bem, minha mestra espiritual, naquela ocasião, foi uma cega de nascença, no alto de seus oitenta e nove anos. Lembro-me de seu rosto curtido, com as marcas da ascendência escrava, da qual nunca se envergonhou. Recebidos os Sacramentos, diante das pessoas que comigo se encontravam, enquanto “saía um cafezinho novo”, pontificou diante do padre novo: “Agradeço a Deus por ser cega! O senhor não acha que a maior parte dos pecados começa com a vista? Ora, se não enxergo, posso pecar menos!” Fazia poucos anos em que tinha me debruçado sobre a afirmação do Senhor Jesus: “Se teu olho te leva à queda, arranca-o e joga fora. É melhor entrares na vida tendo um olho só do que, com os dois, seres lançado ao fogo do inferno” (Mt 18,9). Precisei de uma pessoa que nunca tinha lido uma letra para entender melhor a importância de viver sem pecado, coragem para resistir às tentações e perseverar no bem. É que aquela senhora enxergava mais do que todos, pois via com o coração. Seu horizonte era muito mais amplo e suas muitas lições permaneceram em seus familiares e frutificaram na Comunidade em que vivia.
“Cheios de grande admiração, diziam: “Tudo ele tem feito bem. Faz os surdos ouvirem e os mudos falarem” (Mc 7,37). O contacto de Jesus com as pessoas as deixa sempre marcadas positivamente. Ninguém passa em vão ao seu lado. Em Jericó (Mc 10,46-52), depois de uma escola de vida, durante uma viagem, na qual formava seus amigos escolhidos para a missão de levar a Boa Nova a todos, indica-lhes o modelo do discípulo justamente em Bartimeu, cego, mendigo sentado à beira do caminho e morador de uma cidade de má fama! Mais do que os alunos aplicados da escola do caminho, o rejeitado por todos, sobre o qual muitos teriam perguntado sobre eventuais culpas (Cf. Jo 9,2), é apresentado pelo Evangelho como modelo de discípulo.
Bartimeu é daquelas pessoas que não deixam escapar uma boa oportunidade (Cf. Raniero Cantalamessa, Gettate le reti, Anno B, PIEMME, 2004, Pág. 314). Ouviu dizer que Jesus, o nazareno, estava passando e agiu com prontidão, gritando no meio do povo, mesmo quando a “turma do deixa disso” quis calar sua boca. Era um mendigo da luz, queria enxergar! Como tantos homens e mulheres, jovens ou adultos de nosso tempo que pedem a esmola da luz verdadeira, querem conhecer a verdade, quem sabe às apalpadelas. Faz pensar nas muitas situações em que nosso tempo quer calar a voz da fé, para que se torne apenas um fato privado, com a pretensão de que desapareçam todos os sinais externos das convicções religiosas que sempre geraram cultura e valores. Bartimeu gritou em voz bem alta a sua fé, para dizer a todos que Jesus é o Messias prometido. Há gritos entalados, e vi muitos deles nas multidões do Círio de Nazaré de 2012, que querem chorar e espernear pelos valores do Evangelho e da dignidade das pessoas humanas. Há gente que quer dar o salto da fé, para sair do meio da multidão! Jesus pretende, através dos cristãos de hoje, aproximar-se de cada uma delas, para perguntar “o que queres que eu te faça?”. Para tanto, faz-se necessário dar um “trato” de atenção e carinho a todos os que estão afastados ou assim se sentem. Lá na margem dos lagos da vida, ou quem sabe, lá na correnteza violenta dos rios da existência, ou, quem sabe, na escuridão das vielas em que se escondem, há pessoas pedindo a esmola da verdade.
Ressoe de novo a palavra do Senhor: “Aclamai a Jacó alegremente, cantai hinos à primeira das nações! Soltai a voz! Cantai! Dizei: Senhor, salva teu povo, o que restava de Israel! Pois vou trazê-los de volta do país do norte, dos extremos da terra hei de reuni-los. Entre eles, cego e aleijado, mulher grávida e parturiente. Em grande multidão voltam para cá. Chegam chorando, suplicantes eu os traslado. Faço-os caminhar entre torrentes de água, por caminhos planos, onde não tropeçam; eu sou pai para Israel, Efraim é meu filho querido” (Jr 31,7-9). Norte, traslado, reunião de multidões, cego e aleijado, mulher grávida e parturiente, torrentes de água, caminhos onde as pessoas não tropeçam... Qualquer semelhança com o que vivemos no Círio, não é coincidência! É Providência!
Cabe-nos encontrar as formas adequadas para dizer “Coragem, levanta-te, Jesus te chama” (Mc 10,49). A cura das pessoas e das multidões virá pelo encontro com o Senhor que é Deus e homem. A Igreja, servidora e colaboradora da verdade, renove suas disposições para anunciar integralmente o Evangelho, no ano da Fé. Este será uma ocasião propícia a fim de que todos os fiéis compreendam mais profundamente que o fundamento da fé cristã é o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo.  Fundamentada no encontro com Jesus Cristo ressuscitado, a fé poderá ser redescoberta na sua integridade e em todo o seu esplendor. Também nos nossos dias a fé é um dom que se deve redescobrir, cultivar e testemunhar para que o Senhor conceda a cada um de nós vivermos a beleza e a alegria de sermos cristãos (Cf. Bento XVI, Carta Enc. Deus caritas est, 25 de Dezembro de 2005, n. 1 e Homilia na Festa do Baptismo do Senhor, 10 de Janeiro 2010).
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém

sábado, 20 de outubro de 2012

Santa Sé


É preciso que o Credo, o Símbolo da Fé, seja mais conhecido, compreendido e rezado.
Catequese de Bento XVI na Audiência Geral de quarta- feira
CIDADE DO VATICANO, 17 de outubro de 2012(ZENIT.org) - Publicamos a seguir o resumo da catequese realizada por Bento XVI nesta quarta-feira. 
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje iniciamos um novo ciclo de catequeses que se inserem no contexto do Ano da Fé, inaugurado recentemente. Com estas catequeses, queremos percorrer um caminho que leve a reforçar ou a reencontrar a alegria da fé em Jesus Cristo, único Salvador do mundo. De fato, o nosso mundo de hoje está profundamente marcado pelo secularismo, relativismo e individualismo que levam muitas pessoas a viver a vida de modo superficial, sem ideais claros. Por isso, é essencial redescobrir como a fé é uma força transformadora para a vida: saber que Deus é amor, que se fez próximo aos homens com a Encarnação e se entregou na cruz para nos salvar e nos abrir novamente a porta do céu. De fato, a fé não é uma realidade desconectada da vida concreta. Neste sentido, para perceber o vínculo profundo que existe entre as verdades que professamos e a nossa vida diária, é preciso que o Credo, o Símbolo da Fé, seja mais conhecido, compreendido e rezado. Nele encontramos as fórmulas essenciais da fé: as verdades que nos foram fielmente transmitidas e que constituem a luz para a nossa existência.
Dou às boas-vindas aos grupos de visitantes do Brasil e demais peregrinos de língua portuguesa. Agradeço a vossa presença e desejo que este Ano possa ajudar-vos a crescer na fé e no amor a Cristo, para que aprendais a viver a vida boa e bela do Evangelho. De coração, a todos abençôo. Obrigado!
© Copyright 2012 - Libreria Editrice Vaticana

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

PAPA PEDE ENTUSIASMO PARA COMUNICAR A FÉ


A Igreja Católica assinala no próximo domingo o Dia Mundial das Missões, uma data em que os cristãos são convidados a apoiar, materialmente e através da oração, aqueles que levam a mensagem de Jesus a diversas partes do mundo.
Na sua Mensagem para o Dia Mundial das Missões, o Papa Bento XVI defende a importância de se reavivar o entusiasmo da comunicação da fé, fé essa que é dom – o «mais importante que recebemos» – e mistério. O texto baseia-se numa frase da Carta Apostólica Porta fidei, de Bento XVI: «Chamados a fazer brilhar a Palavra da verdade».
Bento XVI entende que «um dos obstáculos ao ímpeto da evangelização é a crise de fé, patente não apenas no mundo ocidental, mas também em grande parte da humanidade, que no entanto tem fome e sede de Deus e deve ser convidada e guiada para o pão da vida e a água viva, como a Samaritana que vai ao poço de Jacob e fala com Cristo».
«O encontro com Cristo como pessoa viva que sacia a sede do coração só pode levar ao desejo de partilhar com os outros a alegria desta presença e de a dar a conhecer para que todos a possam experimentar».
Por isso, entende o Santo Padre, «é preciso reavivar o entusiasmo da comunicação da fé, para se promover uma nova evangelização das comunidades e dos países de antiga tradição cristã que estão a perder a referência a Deus e deste modo voltarem a descobrir a alegria de crer».
Segundo Bento XVI, «a preocupação de evangelizar não deve jamais ficar à margem da actividade eclesial e da vida pessoal do cristão, mas há-de caracterizá-la intensamente, cientes de sermos destinatários e ao mesmo tempo missionários do Evangelho».
A fé em Deus é, de acordo com o Papa, «um dom e um mistério que se há-de acolher no coração e na vida e pelo qual se deve agradecer sempre ao Senhor». Mas ela é igualmente «um dom que nos foi conhecido para ser partilhado; é um talento recebido para que dê fruto; é uma luz que não deve ficar escondida, mas iluminar toda a casa. E o dom mais importante que recebemos na nossa vida e que não podemos guardar para nós mesmos».
Na Mensagem, o Santo Padre lembra que inclusive nas Igrejas dos territórios de missão, «já se tornou uma dimensão conatural a missionarismo, apesar de elas mesmas precisarem ainda de missionários». Sacerdotes, religiosos, religiosas de várias parte do mundo, leigos e famílias completas «deixam os seus próprios países, as suas comunidades locais e vão para outras Igrejas testemunhar e anunciar o nome de Cristo», o que é uma «expressão de profunda comunhão, partilha e caridade entre as Igrejas».
O texto recorda o papel das Obras Missionárias Pontifícias, através das quais o anúncio do Evangelho se torna «também intervenção a favor do próximo, justiça para com os mais pobres, possibilidade de instrução nas aldeias mais distantes, assistência médica em lugares remotos, emancipação da miséria, reabilitação de quem vive marginalizado, apoio ao desenvolvimento dos povos, superação das divisões étnicas, respeito pela vida em todas as suas fases»

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Sínodo dos Bispos


A confissão é o sacramento da evangelização
Arcebispo de Nova Iorque: não podemos anunciar a Cristo sem passar primeiro pelo confessionário
Cardeal Timothy Michael Dolan
VATICANO, quinta-feira, 11 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - Reproduzimos a seguir as declarações do cardeal Timothy Michael Dolan, arcebispo de Nova Iorque e presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, na Terceira Congregação Geral da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em 9 de outubro de 2012.
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Um grande evangelizador americano, o reverendo arcebispo Fulton J. Sheen, dizia: “A primeira palavra no Evangelho é que 'veio' Jesus, e a última palavra de Jesus foi 'ide'”. A Nova Evangelização nos lembra que os agentes da evangelização devem ser, eles próprios, evangelizados. São Bernardo de Claraval escreveu: "Se és sábio, prova-o, transformando-te em fonte e não em canal".
Diante disto, eu acho que o principal sacramento da Nova Evangelização é o sacramento da confissão, e agradeço ao papa Bento XVI por nos lembrar desta realidade. Os sacramentos da iniciação são o batismo, a confirmação, a eucaristia, e eles compõem a carga e o desafio na equipagem dos agentes da evangelização.
O sacramento da reconciliação evangeliza os evangelizadores, porque, sacramentalmente, nos coloca em contato com Jesus, nos chama à conversão do coração e nos inspira a dar uma resposta ao seu convite ao arrependimento.
O concílio Vaticano II pediu uma renovação do sacramento da confissão, mas, infelizmente, em muitos lugares, vimos que este sacramento desapareceu. Pedimos a reforma das estruturas, dos sistemas, das instituições, a mudança de outras pessoas, mas não pedimos essa mudança de nós mesmos.
A resposta para a pergunta "O que há de errado com o mundo?" não é a política, nem a economia, nem o secularismo, nem a poluição, nem o aquecimento global.
Quando perguntado sobre o que há de errado com o mundo, o escritor britânico Gilbert Keith Chesterton respondeu: "Sou eu", assumindo que, no centro do convite do evangelho, estão o arrependimento e a conversão do coração. E isto é o sacramento da evangelização!
(Trad.ZENIT)
      

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Os movimentos: um verdadeiro dom de Deus




Cardeal Stanislaw Rylko: "Não extinguir os carismas, mesmo se inconvenientes"
Sínodo dos Bispos - ROMA, terça-feira, 9 de Outubro de 2012
Reproduzimos abaixo a intervenção do cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, feita na tarde de ontem durante a segunda Congregação Geral do Sínodo dos Bispos.
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No número 115 do instrumentum laboris, lemos que "o florescimento, ao longo das últimas décadas, muitas vezes gratuito e carismático, de grupos e movimentos engajados com prioridade na proclamação do Evangelho é outro dom da Providência para a Igreja".
O magistério dos últimos papas reiterou em muitas circunstâncias esta natureza providencial da "nova era de integração dos fiéis leigos", destacando a sua estreita relação com o "novo Pentecostes" do concílio Vaticano II.
Em particular, o beato João Paulo II fez sempre questão de destacar o dinamismo missionário dos movimentos e das novas comunidades, que "representam um verdadeiro dom de Deus para a nova evangelização e para a atividade missionária propriamente dita. Por isso, recomendamos difundi-los e usá-los para dar novo vigor, especialmente entre os jovens, para a vida cristã e para a evangelização, dentro de uma visão pluralista dos modos de se associar e de se expressar".
O papa Bento XVI, por sua vez, ressalta que "o instrumento providencial para um renovado impulso missionário são os movimentos eclesiais e as novas comunidades; acolham-nas e promovam-nas dentro das suas dioceses". Em outra ocasião, ele encorajou os bispos a receber os movimentos e novas comunidades "com grande amor".
Infelizmente, os movimentos e as novas comunidades ainda são um recurso que não é totalmente valorizado na Igreja, um dom do Espírito e um tesouro de graças que ainda estão escondidas aos olhos de muitos pastores, talvez intimidados pela novidade que eles trazem para a vida da diocese e das paróquias.
O Santo Padre está bem ciente desta dificuldade; é por isto que ele exorta os pastores a "não extinguirem os carismas, a serem gratos a eles, mesmo que eles sejam incómodos". É necessária, portanto, uma "conversão pastoral" dos bispos e dos padres, que são chamados a reconhecer que os movimentos são essencialmente um dom precioso e não um problema.
O zelo missionário das novas realidades não vem de um entusiasmo emocional e superficial, mas resulta de experiências muito sérias e exigentes de formação dos fiéis leigos na fé madura, capaz de responder adequadamente aos desafios da secularização. A novidade da sua ação, portanto, não está nos seus métodos, mas na capacidade de reafirmar a centralidade de Deus na vida dos cristãos, uma questão fundamental nos ensinamentos do Santo Padre Bento XVI.
Mesmo para a nova evangelização, vale o velho ditado escolástico: "operari sequitur esse", porque as nossas ações sempre expressam o que somos. A evangelização não é só uma questão de know-how, mas é, principalmente, uma questão de "ser", isto é, de ser cristãos verdadeiros e autênticos.
Os métodos de evangelização que os movimentos e as novas comunidades adotam são aparentemente muito diferentes, muito variados, mas todos se relacionam com as "três leis da nova evangelização", que o então cardeal Ratzinger formulou para catequistas e professores de religião por ocasião do Jubileu do ano 2000.
Primeiro, a "lei da expropriação", ou seja, o não falar em nome próprio, mas em nome da Igreja, mantendo claro que "a evangelização não é apenas um modo de falar, mas um modo de viver": é a clara consciência de que pertencemos a Cristo e ao Seu Corpo, a Igreja, que transcende o eu.
A segunda é a "lei da semente de mostarda", que é a coragem de evangelizar com paciência e com perseverança, sem esperar resultados imediatos, e sempre lembrando que a lei dos grandes números não é a lei do Evangelho. É uma atitude que podemos reconhecer, por exemplo, no trabalho de evangelização realizado por movimentos e novas comunidades nas regiões mais secularizadas da terra.
A terceira "lei" é a do grão de trigo, que deve morrer para dar a vida, que deve aceitar a lógica da cruz. Nessas leis, reside o maior segredo da eficácia dos esforços de evangelização da Igreja em todos os tempos. (ZENIT)

sábado, 6 de outubro de 2012

Igreja concede indulgência plenária durante o Ano da Fé. Decreto explica as condições

2012-10-05 Rádio Vaticano
Durante todo o Ano da Fé, de 11 de Outubro 2012 a 24 de Novembro de 2013, poderão beneficiar de indulgência plenária da pena temporal pelos próprios pecados, atribuída por misericórdia de Deus, aplicável em sufrágio às almas dos fieis defuntos, todos os fieis que, verdadeiramente arrependidos e devidamente confessados, comungarem sacramentalmente e rezarem pelas intenções do Santo Padre.
Segundo o Decreto "Urbis et Orbis", datado de 14 de Setembro passado e agora publicado pela Penitenciaria Apostólica, são as seguintes as condições para lucrar tal indulgência plenária:a) participar pelo menos em três momentos de pregação durante as Missões, ou em três lições sobre as Atas do Concílio Vaticano II e sobre Artigos do Catecismo da Igreja Católica, em qualquer igreja ou lugar idóneo; visitar em forma de peregrinação uma Basílica Papal, uma catacumba cristã, uma Catedral, um lugar santo designado pelo ordinário do lugar para o Ano da Fé (por exemplo entre as Basílicas Menores e os Santuários dedicados à Virgem Maria, aos Santos Apóstolos e aos Santos Patronos), participando aí em alguma sagrada celebração ou pelo menos recolhendo-se por algum tempo em meditação, concluindo com a recitação do Pai-Nosso, a Profissão de Fé em qualquer forma legítima, as invocações à Virgem Santa Maria e, segundo os casos, aos Santos Apóstolos e Patronos nos dias determinados pelo Ordinário do lugar para o Ano da Fé (por exemplo, nas solenidade do Senhor, da Virgem Maria, nas festas dos Santos Apóstolos e Patronos, na Cátedra de S. Pedro) participar num lugar sagrado numa solene Eucaristia ou na liturgia das horas, juntando-lhe a Profissão de Fé em qualquer forma legítima renovar as promessas baptismais em qualquer forma legítima. num dia livremente escolhido, durante o Ano da Fé, por ocasião de uma a piedosa visita ao baptistério ou outro lugar onde se recebeu o baptismo,