sábado, 8 de agosto de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE
Sáb, 8 – SEMANA XVIII DO TEMPO COMUM
S. DOMINGOS DE GUSMÃO (Memória)
Dt 6, 4-13 / Sal 17 (18), 2-3.7.47.51ab / Mt 17, 14-20
... tem compaixão do meu filho. (Evang.)

Este homem pede a Jesus que tenha compaixão do seu filho como se estivesse duvidoso da compaixão do Mestre. E de facto estava. A compaixão de Jesus não era universal. Era Jesus que decidia os milagres que fazia. É isto que mantém a nossa liberdade.

O que Deus nos dá dá-nos pela sua livre vontade. Não basta pedir-Lhe, não é um mecanismo automático. O que interessa é o alinhamento com a vontade de Deus que nos vem do conhecimento interno que temos de Deus.

A oração nunca nos dará a certeza absoluta do que é a vontade de Deus, mas vai-nos dando a comunhão com Ele – que vai entrando dentro de nós, que se vai apoderando de nós até sermos um com Ele, ou aqui ou no Céu.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Sex, 7 – SEMANA XVIII DO TEMPO COMUM
1ª SEXTA-FEIRA
Dt 4, 32-40 / Sal 76 (77), 12-16.21 / Mt 16, 24-28
Tome a sua cruz. (Evang.)

Repare-se que Jesus não diz arranje uma cruz. Muitas vezes entendemos esta frase como se por querermos seguir Jesus tivéssemos que arranjar uma cruz e ao não escolhermos Jesus não tivéssemos cruz nenhuma. Claro que não é nada disto.

Lembremo-nos que Jesus também nos diz «o meu jugo é suave, a minha carga é leve». É que todos temos uma cruz, só que a maioria não a quer tomar, ela cai-lhe às costas, arrasta-os de má vontade, contrariados, e assim torna-se muito mais pesada.

Se a tomarmos de livre vontade, eliminamos parte do sofrimento que temos só de olharmos para ela porque, pelo menos em parte, já a aceitámos. Logo, pelo menos já não temos a cruz de não querermos a cruz

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Qui, 6 – SEMANA XVIII DO TEMPO COMUM
TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR (Festa)
Dan 7, 9-10.13-14 / Sal 96 (97), 1-2.5-6.9.12 / 2 Pe 1, 16-19 / Mc 9, 2-10
Façamos três tendas. (Evang.)

A figura de Pedro é, em muitos aspectos, paradigmática. Neste episódio, quer ficar com o Senhor. Na paixão, foge. Precisou do Espírito Santo para perceber a sua missão, para ter forças para desempenhar a sua missão.

O Espírito Santo, nas nossas vidas, normalmente não actua da maneira descrita nos Evangelhos: como um acto repentino que mudou uma vez por todas as vidas dos apóstolos. Actua aos poucos. Vai-nos mudando em pequenas e em grandes coisas. O essencial é estar aberto a Ele. O leitor, hoje, deu por Ele?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Qua, 5 – SEMANA XVIII DO TEMPO COMUM
Num 13, 1-2.25 – 14, 1.26-29.34-35 / Sal 105 (106), 6-7a.13-14.21-22.23 / Mt 15, 21-28
Não fui enviado senão às ovelhas perdidas... (Evang.)

Jesus só foi enviado às ovelhas perdidas. É preciso estar perdido para Jesus nos ter sido enviado? Parece que sim, é a noção de termos que nos sentir pecadores para sentirmos a necessidade de Cristo, de salvação.

Mas o pecado banalizou-se, o sentirmo-nos pecadores banalizou-se, porque afinal toda a gente tem pecados, o que faz com que muitas vezes o pecado não nos inquiete nada. Muitas vezes, é difícil vermos algo muito próximo.

Um foguetão só se vê à distância. Se nunca nos distanciarmos dele, podemos não saber o que é aquilo ao pé do qual passamos. Nunca saberemos com que é que se parece. Com o pecado é a mesma coisa. Ou o vemos em perspectiva ou não apanhamos o seu todo

terça-feira, 4 de agosto de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE
Ter, 4 – SEMANA XVIII DO TEMPO COMUM
S. JOÃO MARIA VIANNEY (Memória)
Num 12, 1-13 / Sal 50 (51), 3-6c.7.12-13 / Mt 14, 22-36
Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. (Evang.)

A que se deverá esta extravagância de Cristo a andar sobre as águas? Cristo que, salvo na transfiguração, nunca fez um milagre que não fosse para beneficiar outras pessoas, e mesmo na transfiguração foi para manifestar a sua divindade. Aqui também o seria? Que outra razão poderia ter?

Era importante que os discípulos percebessem que Cristo dominava todas as naturezas. As naturais, o mar, as tempestades, as doenças, desafiava as leis da física, ressuscitava, era senhor absoluto da natureza. O que, mais importante que tudo, Lhe dava legitimidade para perdoar pecados

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Seg, 3 – SEMANA XVIII DO TEMPO COMUM
Num 11, 4b-15 / Sal 80 (81), 12-17 / Mt 14, 13-21
Retirou-Se ... para um local deserto... (Evang.)

Jesus queria estar sozinho mas deixou-Se incomodar. E este “incómodo” deu neste milagre que marcou a história da salvação.

Nunca sabemos as consequências de nos deixarmos incomodar. Por outro lado, precisamos de descansar. O serviço aos outros tem que ser bem pensado, bem rezado, e sobretudo uma decisão nossa.

Jesus, em todo este episódio, teve a cena na mão, como diríamos, teve tudo sempre sob controle. O nosso descanso ou capacidade de acolher os outros devem depender de nós. Não do nosso desejo de agradar ou de conforto

sábado, 1 de agosto de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE
Sáb, 1 – SEMANA XVII DO TEMPO COMUM
SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO (Memória)
1º SÁBADO
Lev 25, 1. 8-17 / Sal 66 (67), 2-3. 5. 7-8 / Mt 14, 1-12
Por causa do juramento... (Evang.)

Ficamos muitas vezes agarrados à nossa palavra. Mesmo por generosidade, como foi o caso de Herodes, seja qual tenha sido a causa desse gesto generoso. Foi uma generosidade não pensada que teve como consequência a vida dum homem. Misturada com a generosidade de Herodes estava a vontade de agradar à mulher com quem vivia e à sua filha, depreende-se uma jovem e atraente rapariga.

Para além do efeito destas emoções que o dominavam, era natural que Herodes estivesse algo amolecido, «bem comido e bem bebido».

Santo Inácio diz-nos que a caridade tem que ser discernida, isto é, bem pensada, bem rezada. Talvez tenha razão. O leitor o que é que acha