sexta-feira, 1 de junho de 2012

SACERDOTES PRECISAM DE SER SANTOS


 Congregação para o Clero escreveu carta aos presbíteros «O mundo de hoje, com as suas feridas sempre mais dolorosas e preocupantes, precisa do Deus-Trindade, e anunciá-Lo é tarefa da Igreja» que, para executar essa mesma tarefa, «deve permanecer indissoluvelmente abraçada a Cristo e não deixar-se nunca separar d’Ele». Para tal, ela «necessita de santos que morem “no coração de Jesus” e sejam testemunhas felizes do Amor Trinitário de Deus». A ideia consta da Carta aos Sacerdotes publicada pela Congregação para o Clero a propósito da Jornada Mundial de Oração pela Santificação do Clero, que se assinala a 15 de Junho. Neste documento, o organismo do Vaticano afirma que «os sacerdotes, para servirem a Igreja e o Mundo, precisam de ser santos». «Não podemos santificar-nos sem trabalhar pela santificação dos nossos irmãos, e não podemos trabalhar pela santificação dos nossos irmãos sem que primeiro tenhamos trabalhado e ainda trabalhemos na nossa própria santificação». De acordo com a Congregação para o Clero, «como ministros da misericórdia de Deus», os sacerdotes sabem «que a busca da santidade pode recomeçar sempre através do arrependimento e do perdão. Todavia, sentimos também a necessidade de pedi-lo individualmente, como sacerdotes, em nome de todos os sacerdotes e por todos os sacerdotes». A carta refere que «as nações já cristianizadas não são mais tentadas a cair num ateísmo genérico (como no passado), mas correm o risco de serem vítimas daquele particular ateísmo que consiste em esquecer a beleza e o calor da Revelação Trinitária». Hoje, são sobretudo os sacerdotes que, na sua adoração e no seu ministério diários, «devem reconduzir tudo à Comunhão Trinitária». Segundo a Congregação para o Clero, «somente a partir desta e imergindo-se nela os fiéis podem descobrir realmente a Face do Filho de Deus e a sua contemporaneidade, e podem verdadeiramente atingir o coração de cada homem e a pátria à qual todos são chamados». «Apenas assim, nós sacerdotes podemos oferecer novamente aos homens de hoje a dignidade de ser pessoa, o sentido das relações humanas e da vida social, e o objectivo de toda a criação». Segundo o documento, «nenhuma nova evangelização será realmente possível se nós cristãos não estivermos em condições de causar impacto e comover novamente o mundo com o anúncio da Natureza de Amor do Nosso Deus, nas Três Pessoas Divinas, que a exprimem e que nos envolvem na sua própria vida». A Carta é acompanhada por uma Oração pela santa Igreja e pelos sacerdotes, de Santa Faustina Kowalska: 


Oração Pelos Sacerdotes
  Santa Faustina Kowalska

 Ó meu Jesus, peço-Vos por toda a Igreja, concedei-lhe o amor e a luz do Vosso Espírito, dai vigor às palavras dos sacerdotes, de tal modo que os corações endurecidos se enterneçam e regressem a Vós, Senhor. Ó, Senhor, dai-nos santos sacerdotes; Vós mesmo conservai-os na santidade. Ó Divino e Sumo Sacerdote, que o poder da vossa misericórdia os acompanhe em todos os lugares e os defenda das insídias e dos laços do diabo, pois ele tenta continuamente as almas dos sacerdotes. Ó Senhor, que o poder da Vossa misericórdia quebre e aniquile tudo aquilo que possa obscurecer a santidade dos sacerdotes, porque Vós podeis todas as coisas. Meu Jesus amantíssimo, Peço-Vos pelo triunfo da Vossa Igreja, para que abençoes o Santo Padre e todo o clero; para obter a graça da conversão dos pecadores obstinados no pecado; por uma especial bênção e luz, peço-Vos, Jesus, pelos sacerdotes com os quais me confessarei durante toda a minha vida.
Fonte:Apostolado da Oração 

FESTA DO CORPO DE DEUS

FESTA DO CORPO DE DEUS INSEPARÁVEL
DA QUINTA-FEIRA SANTA
A festa do Corpus Christi é inseparável da Quinta-Feira Santa, da Missa in Caena Domini, na qual se celebra solenemente a instituição da Eucaristia. Enquanto na tarde de Quinta-Feira Santa se revive o mistério de Cristo que se oferece a nós no pão partido e no vinho derramado, hoje, na celebração do Corpus Christi, este mesmo mistério é proposto à adoração e à meditação do Povo de Deus, e o Santíssimo Sacramento é levado em procissão pelas estradas das cidades e das aldeias, para manifestar que Cristo ressuscitado caminha no meio de nós e nos guia para o Reino do céu. O que Jesus nos doou na intimidade do Cenáculo, hoje manifestamo-lo abertamente, porque o amor de Cristo não está destinado a alguns, mas a todos. [...].

Poder-se-ia dizer que tudo parte do coração de Cristo, que na Útima Ceia, na vigília da sua paixão, agradeceu e louvou a Deus e, deste modo, com o poder do seu amor, transformou o sentido da morte que se estava a aproximar. O facto que o Sacramento do altar tenha assumido o nome «Eucaristia» — «acção de graças» — expressa precisamente isto: que a transformação da substância do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo é fruto do dom que Cristo fez de si mesmo, dom de um amor mais forte do que a morte, Amor divino que o fez ressuscitar dos mortos. Eis por que a Eucaristia é alimento de vida eterna, Pão da vida. Do coração de Cristo, da sua «oração eucarística» na vigília da paixão, brota aquele dinamismo que transforma a realidade nas suas dimensões cósmica, humana e histórica. Tudo procede de Deus, da omnipotência do seu Amor Uno e Trino, encarnado em Jesus. Neste amor está imerso o coração de Cristo; por isso Ele sabe agradecer e louvar a Deus também perante a traição e a violência, e desta forma muda as coisas, as pessoas e o mundo.
Fonte: Apostolado da Oração