segunda-feira, 16 de novembro de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Seg, 16 – SEMANA XXXIII DO TEMPO COMUM
SANTA MARGARIDA DA ESCÓCIA (Memória facultativa)
1 Mac 1, 10-15.41-43.54-57.62-64 / Sal 118, 53.61.134.150.155.158 / Lc 18, 35-43
Ao ver o sucedido, todo o povo deu louvores a Deus. (Evang.)

Este é o tipo de milagre que todos nós devíamos fazer. Ao verem as maravilhas que fazemos, e é bom que as pessoas nos vejam a fazer maravilhas – o que é diferente de fenómenos – as pessoas dêem glória a Deus. Também nós devemos saber distinguir entre a pessoa que nos fala – no sentido mais amplo do termo «fala» – de Deus e o próprio Deus. Parece fácil mas pode não ser.

Se a nossa noção de Deus fica presa ao padre tal ou à igreja «x», talvez tenhamos que fazer um esforço para ver para além do que está imediatamente à frente do nosso nariz. Se quando não temos o padre tal pela frente, não vamos à missa, podemos pensar com seriedade o que é que vamos fazer à missa do «padre tal

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Sex, 13 – SEMANA XXXII DO TEMPO COMUM
Sab 13, 1-9 / Sal 18A, 2-5 / Lc 17, 26-37
Nesse dia, quem estiver no terraço... não desça. (Evang.)

O momento da nossa ressurreição vai apanhar-nos com o que estivermos a fazer na altura. Mas este «apanhar-nos» não é um momento traiçoeiro, é o grande encontro com o Pai. Só será traiçoeiro se não nos tivermos habituado a ele.

Se a nossa vida já for um crescendo, uma busca da melhor maneira de vivermos o primeiro e segundo mandamentos, então a nossa ressurreição será um bom momento. Maria, nossa Mãe, entregar-nos-á ao Pai, tal como fez com o Filho que lhe foi dado pelo Pai. Este mesmo Filho que a tornou mãe de todos nós

terça-feira, 10 de novembro de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Ter, 10 – SEMANA XXXII DO TEMPO COMUM
S. LEÃO MAGNO (Memória)
Sab 2, 23 – 3, 9 / Sal 33, 2-3.16-19.14-15 / Lc 17, 7-10
Somos inúteis; fizemos o que devíamos fazer. (Evang.)

Esta frase de Jesus pode deixar-nos um bocado perplexos, porque parece que se um cristão fizesse o que tinha que fazer, já não estaria mal de todo. Nada mal, mesmo. No entanto, pelo texto vemos que Jesus se refere a um dever minimalista.

O cristão que faz o mínimo é um cristão inútil. A nossa utilidade começa na nossa espontaneidade. Porque o amor deixa um imenso campo aberto a todas as nossas capacidades. Assim queiramos. Proponho ao leitor esta experiência: hoje, ou amanhã, das tantas às tantas, vou amar o máximo. Em que é que isso se traduziria na sua vida?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE
Seg, 9 – SEMANA XXXII DO TEMPO COMUM
DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DE LATRÃO (Festa)
Ez 47, 1-2.8-9.12 / Sal 45, 2-3.5-6.8-9 / 1 Cor 3, 9c-11.16-17 / Jo 2, 13-22
Devora-me o zelo pela tua casa. (Evang.)

Jesus referia-Se ao templo de Jerusalém. Mas consideremos, como nos diz S. Paulo na 2ª Leitura de hoje, que o nosso corpo [também] é templo de Deus. Será que nos devora o «zelo pela tua casa»? Será que o leitor é devorado de zelo pelo seu corpo? Zelo, naturalmente, que não é idolatrar; é zelar.

Zelar para que o seu corpo seja digno de Deus. O que é isso? É zelar para que o seu corpo esteja nas melhores condições possíveis para amar, dentro daquilo que está nas mãos do leitor. Como estão as suas análises, o seu peso [espero que o leitor não me conheça], o seu exercício físico, etc., como é que está a sua coluna? Vai ao dentista

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Qua, 4 – SEMANA XXXI DO TEMPO COMUM
S. CARLOS BORROMEU (Memória)
Rom 13, 8-10 / Sal 111, 1-2.4-5.8a.9 / Lc 14, 25-33
Quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens... (Evang.)

Levar esta frase à letra põe vários problemas. Por um lado, não consta que os discípulos tivessem feito isso. Aliás, algumas mulheres ajudavam os discípulos economicamente, com os seus bens. Por outro lado, se toda a gente renunciasse aos bens, renunciava-se em favor de quem? De todos? Isso foi o que Deus quis.

Segundo Deus, o universo é de todos. Segundo os homens... Mesmo que isto fosse possível, ainda teríamos vários bens a que renunciar. Aqueles que se interpõem entre nós e Deus. Às vezes, são os bens do vizinho que nos roem o coração. Ou o Ferrari, ou o doutoramento, a popularidade ou mesmo a... bondade

terça-feira, 3 de novembro de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE
Ter, 3 – SEMANA XXXI DO TEMPO COMUM
S. MARTINHO DE PORRES (Memória facultativa)
Rom 12, 5-16a / Sal 130, 1.2ab.3 / Lc 14, 15-24
Comprei... bois... e vou experimentá-los. (Evang.)

A história deste banquete conta, duma maneira original, o que poderia ser a nossa história com Deus ou sem Ele. Deus convida-nos para o seu banquete. Se temos «mais que fazer», se temos a vida preenchida com outras coisas, ainda que indubitavelmente boas e virtuosas (ver um campo, ter-se casado), não vamos ao banquete. E nunca saberemos o que perdemos. (Eu vos garanto que nenhum daqueles... «provará do meu banquete»).

Mas se a vida não nos foi tão «simpática», estamos mais dispostos – PRE-dispostos – a dedicar tempo a Deus. Se, por alguma razão, nos sentimos ou somos mesmo, coxos, pobres, doentes, isto é, se PRECISAMOS. E, a certa altura, até Deus nos obriga a estarmos com Ele («... e obriga toda a gente»). Onde é que o leitor se revê?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE
Seg, 2 – COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS
I – Job 19, 1.23-27a / Slm 26, 1.4.7-9a.13-14 / 2 Cor 4, 14 – 5, 1 / Mt 11, 25-30
II – 2 Mac 12, 43-46 / Slm 102, 8.10.13-18 / 2 Cor 5, 1.6-10 / Jo 11, 21-27
III – Is 25, 6a.7-9 / Slm 22, 1-6 / 1 Tes 4, 13-18 / Jo 6, 51-58
Aquele que Me come viverá por Mim. (Evang.)

A interpretação desta frase é, naturalmente, aquele que Me come viverá em Mim, viverá segundo os meus valores. Mas também podemos interpretar o «por» como uma substituição. Quem Me come viverá em vez de Mim.

Com efeito, ao comermos Jesus devemos ficar cada vez mais aptos a viver em vez d’Ele nesta terra. Em vez d’Ele, isto é, segundo os seus critérios, tal como poderíamos fazer em vez de alguém que conhecêssemos muito bem. Com a diferença de que com Jesus estamos em permanente contacto