terça-feira, 15 de setembro de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Ter, 15 – SEMANA XXIV DO TEMPO COMUMNOSSA SENHORA DAS DORES (Memória) Heb 5, 7-9 / Sal 30 (31), 2-6.14-16ab.20 / Lc 2, 33-35 ...
para ser sinal de contradição... (Evang.)
Naturalmente que Jesus é sinal de contradição. Jesus faz vir ao de cima as nossas contradições internas e externas, individuais e de grupo. Uma toalha branca deixa as nódoas, uma escura disfarça-as.
Cristo abre a alma à nossa sensibilidade, ajuda-nos a ver o que lá temos. Digamos que Cristo é uma espécie de ressonância magnética que permite analisar, camada a camada, o nosso interior. Mas é também o médico que analisa e nos sugere uma terapia.
Mas muita gente não vai ao médico enquanto não tem dores

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Seg, 14 – EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ (Festa)Num 21, 4b-9 / Sal 77 (78), 1-2.34-35.36-37.38 / Fil 2, 6-11 / Jo 3, 13-17
Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho. (Evang.)
Hoje, os leitores vão perdoar-me esta intimidade. Os meus pais, já ressuscitados, casaram-se neste dia. Durante muito tempo, achei um dia algo bizarro para um casamento. Parecia-me que se iam crucificar. Nunca comentei isso com os meus pais. Mas penso ter percebido o simbolismo do dia. Casaram-se no dia do amor e no dia em que se celebra o amor até ao seu limite máximo.
É isso que celebramos hoje. Um Deus que nos mostrou que não recua perante nada. Um Deus que encarnou e que, na sua forma humana, nos amou sem nada nos recusar. Foi a imagem que quis dar do Deus que, por não O vermos, Ele nos veio mostrar

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE
Sex, 11 – SEMANA XXIII DO TEMPO COMUM 1 Tim 1, 1-2.12-14 / Sal 15 (16), 1-2a.5.7-8.11 / Lc 6, 39-42 Irmão, deixa-me tirar o argueiro que tens na vista. (Evang.)
Quantos de nós gostaríamos de tirar o argueiro da vista do outro? Para o ajudar? Para o moldar ao nosso gosto? Para, sendo ao nosso gosto, não nos maçar? Porque genuinamente achamos que mudado iria ser mais feliz?
Às vezes, esquecemo-nos que a vida é do outro, que o outro tem o seu ritmo, que o mundo não gira à nossa volta, e que o outro não é um boneco nas nossas mãos. Às vezes, o que queremos é acalmar o nosso interior, suprimindo a irritação que nos vem do exterior. Como seria se Deus não nos respeitasse e nos impedisse de pecar?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Qui, 10 – SEMANA XXIII DO TEMPO COMUM Col 3, 12-17 / Sal 150, 1-6 / Lc 6, 27-38
Abençoai os que vos amaldiçoam. (Evang.)
Abençoar os que nos amaldiçoam é difícil e para os judeus muito mais. Para os judeus, a maldição tinha um significado material, estavam de facto a desejar que a vida passasse a correr mal ao amaldiçoado. Por sua vez, o amaldiçoado achava que a vida ia passar a correr-lhe mal.
Vemos assim o que requeria de esforço abençoar o que nos amaldiçoava. Muitas vezes, ou pelo menos algumas, desejar bem a quem nos magoa permanentemente é muito difícil. Rezemos por isso.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Qua, 9 – SEMANA XXIII DO TEMPO COMUM
Col 3, 1-11 / Sal 144 (145), 2-3.10-11.12-13ab / Lc 6, 20-26
Bem-aventurados vós que agora tendes fome. (Evang.)

Jesus não Se refere, com certeza, à fome material. Saciou a fome a pessoas e ensinou-nos o Pai-Nosso. Sabendo nós que Jesus vem para os que precisam, para os famintos, e que despede os ricos de mãos vazias (cfr. Magnificat), concluímos que esta fome é de Deus.

Ter fome, pois, é um estado bom. E é um estado que vai ser permanente. Jesus diz-nos que seremos saciados mas, dado que Deus é infinito e que está sempre a dar-Se a nós, teremos sempre Deus para receber. Segundo certa perspectiva, nunca estaremos saciados. Pelo menos nesta terra, quando nos sentirmos saciados é mau sinal

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Qui, 3 – SEMANA XXII DO TEMPO COMUM S. GREGÓRIO MAGNO (Memória) Col 1, 9b-14 / Sal 97 (98), 2-3ab.3cd-4.5-6 / Lc 5, 1-11...
afasta-Te de mim, que sou um homem pecador. (Evang.)
Uma grande manifestação de amor torna-nos conscientes da nossa pequenez. Às vezes, temos esta expressão: «não sei como agradecer»; sentimo-nos impotentes perante o que a outra pessoa fez por nós. Não temos maneira de lhe retribuir.
Neste caso, os apóstolos tinham a certeza de que não poderiam retribuir. Tiveram alguma noção da incomensurável distância que os separa de Jesus. Esta consciência, em nós, pode gerar duas reacções: acharmos que nunca lá chegaremos, ou pedirmos-Lhe essa graça e acelerarmos o passo

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Qua, 2 – SEMANA XXII DO TEMPO COMUM Col 1, 1-8 / Sal 51 (52), 10.11ab.11cd / Lc 4, 38-44
Jesus impedia-os de falar. (Evang.)
Os demónios diziam que Jesus era o filho de Deus. Como Jesus não queria que o fizessem e porque eram demónios, era fácil supor que o faziam por maldade. Porque é que Jesus não queria que se soubesse que era o Messias? Porque ainda não tinha chegado a hora do anúncio, era a reposta óbvia, e os demónios revelam-No como vingança por terem sido expulsos.
Nós não revelamos segredos por vingança, a maioria das vezes, suponho, mas adoramos dizer aquele segredinho que vai cair que nem uma bomba, ou parte dum segredinho. Estar na posse de um segredo que os outros não sabem é sempre um sinal de superioridade em relação a outros. O demónio adora mostrar poder