domingo, 13 de outubro de 2013

Consagração a Nossa Senhora do Santo Padre

Nada é impossível à misericórdia de Deus

Nada é impossível à misericórdia de Deus
Catequese do Papa Francisco na tarde de ontem, sábado, 12 de Outubro
ROMA, 13 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - Amados irmãos e irmãs,
Reunimo-nos aqui, neste encontro do Ano da Fé dedicado a Maria, Mãe de Cristo e da Igreja, nossa Mãe. A sua imagem, vinda de Fátima, ajuda-nos a sentir a sua presença no meio de nós. Maria leva-nos sempre a Jesus. É uma mulher de fé, uma verdadeira crente. Como foi a fé de Maria?
1. O primeiro elemento da sua fé é este: a fé de Maria desata o nó do pecado (cf. LG, 56). Que significa isto? Os Padres conciliares retomaram uma expressão de Santo Ireneu, que diz: «O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; aquilo que a virgem Eva atara com a sua incredulidade, desatou-o a virgem Maria com a sua fé» (Adv. Haer. III, 22, 4).
O «nó» da desobediência, o "nó" da incredulidade. Poderíamos dizer, quando uma criança desobedece à mãe ou ao pai, que se forma um pequeno «nó». Isto sucede, se a criança se dá conta do faz, especialmente se há pelo meio uma mentira; naquele momento, não se fia da mãe e do pai. Isto acontece tantas vezes! Então a relação com os pais precisa de ser limpa desta falta e, de facto, pede-se desculpa para que haja de novo harmonia e confiança. Algo parecido acontece no nosso relacionamento com Deus. Quando não O escutamos, não seguimos a sua vontade e realizamos acções concretas em que demonstramos falta de confiança n’Ele – isto é o pecado –, forma-se uma espécie de nó dentro de nós. Estes nós tiram-nos a paz e a serenidade. São perigosos, porque de vários nós pode resultar um emaranhado, que se vai tornando cada vez mais penoso e difícil de desatar.Mas, para a misericórdia de Deus, nada é impossível! Mesmo os nós mais complicados desatam-se com a sua graça. E Maria, que, com o seu «sim», abriu a porta a Deus para desatar o nó da desobediência antiga, é a mãe que, com paciência e ternura, nos leva a Deus, para que Ele desate os nós da nossa alma com a sua misericórdia de Pai. Poderíamos interrogar-nos: Quais são os nós que existem na minha vida? Para mudar, peço a Maria que me ajude a ter confiança na misericórdia de Deus?
2. Segundo elemento: a fé de Maria dá carne humana a Jesus. Diz o Concílio: «Acreditando e obedecendo, gerou na terra, sem ter conhecido varão, por obra e graça do Espírito Santo, o Filho do eterno Pai» (LG, 63). Este é um ponto em que os Padres da Igreja insistiram muito: Maria primeiro concebeu Jesus na fé e, depois, na carne, quando disse «sim» ao anúncio que Deus lhe dirigiu através do Anjo. Que significa isto? Significa que Deus não quis fazer-Se homem, ignorando a nossa liberdade, quis passar através do livre consentimento de Maria, do seu «sim».
Entretanto aquilo que aconteceu de uma forma única na Virgem Mãe, sucede a nível espiritual também em nós, quando acolhemos a Palavra de Deus com um coração bom e sincero, e a pomos em prática. É como se Deus tomasse carne em nós: Ele vem habitar em nós, porque faz morada naqueles que O amam e observam a sua palavra.Perguntemo-nos: Estamos nós conscientes disto? Ou pensamos que a encarnação de Jesus é um facto apenas do passado, que não nos toca pessoalmente? Crer em Jesus significa oferecer-Lhe a nossa carne, com a humildade e a coragem de Maria, para que Ele possa continuar a habitar no meio dos homens; significa oferecer-Lhe as nossas mãos, para acariciar os pequeninos e os pobres; os nossos pés, para ir ao encontro dos irmãos; os nossos braços, para sustentar quem é fraco e trabalhar na vinha do Senhor; a nossa mente, para pensar e fazer projectos à luz do Evangelho; e sobretudo o nosso coração, para amar e tomar decisões de acordo com a vontade de Deus. Tudo isto acontece graças à acção do Espírito Santo. Deixemo-nos guiar por Ele!
3. O último elemento é a fé de Maria como caminho: o Concílio afirma que Maria «avançou pelo caminho da fé» (LG, 58). Por isso, Ela nos precede neste caminho, nos acompanha e sustenta.
Em que sentido a fé de Maria foi um caminho? No sentido de que toda a sua vida foi seguir o seu Filho: Ele é a estrada, Ele é o caminho! Progredir na fé, avançar nesta peregrinação espiritual que é a fé, não é senão seguir a Jesus; ouvi-Lo e deixar-se guiar pelas suas palavras; ver como Ele se comporta e pôr os pés nas suas pegadas, ter os próprios sentimentos e atitudes d’Ele: humildade, misericórdia, solidariedade, mas também firme repulsa da hipocrisia, do fingimento, da idolatria. O caminho de Jesus é o do amor fiel até ao fim, até ao sacrifício da vida: é o caminho da cruz. Por isso, o caminho da fé passa através da cruz, e Maria compreendeu-o desde o princípio, quando Herodes queria matar Jesus recém-nascido. Mas, depois, esta cruz tornou-se mais profunda, quando Jesus foi rejeitado: então a fé de Maria enfrentou a incompreensão e o desprezo; quando chegou a «hora» de Jesus, a hora da paixão: então a fé de Maria foi a chamazinha na noite. Na noite de Sábado Santo, Maria esteve de vigia. A sua chamazinha, pequena mas clara, esteve acesa até ao alvorecer da Ressurreição; e quando lhe chegou a notícia de que o sepulcro estava vazio, no seu coração alastrou-se a alegria da fé, a fé cristã na morte e ressurreição de Jesus Cristo. Este é o ponto culminante do caminho da fé de Maria e de toda a Igreja. Como está a nossa fé? Temo-la, como Maria, acesa mesmo nos momentos difíceis, de escuridão? Tenho a alegria da fé?
Esta noite, ó Maria, nós Te agradecemos pela tua fé e renovamos a nossa entrega a Ti, Mãe da nossa fé.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Deixemos que Deus escreva a nossa vida – o Papa Francisco em Santa Marta apelou para que os cristãos não fujam de Deus




O Papa Francisco na Missa desta manhã na Capela da Casa de Santa Marta exortou os cristãos a deixarem que seja Deus a escrever a sua vida. Partindo das figuras de Jonas e do Bom Samaritano o Santo Padre falou sobre a fuga de Deus. Jonas, por exemplo, foi enviado pelo Senhor a Ninive e ele... foi para Espanha. Era um fugitivo de Deus:
“A fuga de Deus. Pode-se fugir de Deus mesmo sendo cristão, católico, ou mesmo se somos da ação católica e mesmo um padre, um bispo, o Papa... todos podemos fugir de Deus! É uma tentação quotidiana. Não ouvir Deus, não escutar a Sua voz, não sentir no coração a Sua proposta, o Seu convite. Pode-se fugir diretamente. Há outros maneiras de fugir de Deus, um pouco mais educadas, um pouco mais sofisticadas, não é? No Evangelho está este homem meio morto, estendido no chão da estrada, e por acaso um sacerdote descia por aquela mesma rua – um digno sacerdote com cabeção e tudo! Olhou e viu: Vou chegar tarde à Missa – e foi-se embora. Não tinha ouvido ali a voz de Deus.”
Depois deste episódio passou um levita que, segundo o Papa Francisco, terá pensado: “Se eu pego neste homem, que se calhar está morto, amanhã tenho que ir ao juiz dar testemunho...” e foi-se embora. Também ele fugiu da voz de Deus e só um pecador, um samaritano, distante de Deus, foi capaz – diz o Papa – de curar aquele homem e de o levar para um albergue. Perdeu toda a noite por aquele homem:
“O sacerdote chegou a tempo à Santa Missa, e todos fieis ficaram contentes; o levita teve no dia seguinte um dia tranquilo segundo aquilo que ele tinha pensado de fazer, porque não teve toda esta maçada de ir ao juiz e todas estas coisas... E porque é que Jonas fugiu de Deus? E porque é que o sacerdote fugiu de Deus? Porque fugiu o levita de Deus? Porque tinham o coração fechado, e quando temos o coração fechado, não podemos ouvir a voz de Deus. Ao contrário, um samaritano que ia em viagem viu e teve compaixão: tinha o coração aberto, era humano. E a humanidade aproximou-o.”

“Eu pergunto-me, a mim, e pergunto também a vós: deixamos que a nossa vida seja escrita por Deus ou queremos ser nós a escrevê-la? E isto fala-nos da docilidade: somos dóceis à Palavra de Deus? Sim, eu quero ser dócil! Mas tu tens capacidade de a ouvir, de a sentir? Tu tens capacidade de encontrar a Palavra de Deus na história de cada dia, ou as tuas ideias são aquelas que te regulam e não deixas que a surpresa do Senhor te fale?” (

A Missa não é um evento social, diz o Papa Francisco


A Missa não é um evento social, diz o Papa Francisco



VATICANO, 04 Out. 13 / 12:50 am (ACI/EWTN Noticias).- Na homilia da Missaque presidiu ontem na Casa Santa Marta onde reside, o Papa Francisco afirmou que a Missa não é um evento social, mas uma festa em que se faz presente Deus e não pode ser “domesticada” pelo hábito.
O Papa afirmou que “toda semana vamos à igreja, ou quando alguém morre vamos ao funeral… e essa memória, muitas vezes, nos aborrece porque não é próxima. É triste, mas a Missa muitas vezes se transforma em um evento social e não estamos próximos da memória da Igreja, que é a presença do Senhor diante de nós”.
O Papa Francisco se inspirou na passagem do Livro do Neemias, na primeira leitura de ontem, para centrar sua homilia no tema da memória. O Povo de Deus, observou, “tinha a memória da Lei, mas era uma memória distante”, aquele dia, por outro lado, “a memória se fez próxima” e “isto toca o coração”. Choravam “de alegria, não de dor”, disse o Santo Padre, “porque tinham a experiência da proximidade da salvação”:
“E isso é importante não somente nos grandes momentos históricos, mas nos momentos da nossa vida: todos temos a memória da salvação, todos. Mas, pergunto-me: esta memória está perto de nós, ou é uma memória um pouco distante, um pouco difusa, um pouco arcaica, um pouco de museu? Pode ir longe… E quando a memória não está próxima, quando não temos esta experiência de proximidade da memória, esta entra em um processo de transformação, e a memória se transforma em uma simples recordação”.
Quando a memória se torna distante, acrescentou o Papa, “transforma-se em lembrança; mas quando se faz próxima, transforma-se em alegria e esta é a alegria do povo”. Isto, disse também, constitui “um princípio da nossa vida cristã”. Quando a memória se faz próxima, reafirmou, “faz duas coisas: aquece o coração e dá alegria”.
“E esta alegria é nossa força. A alegria da memória próxima. Por outro lado, a memória domesticada, que se afasta e se converte em uma simples lembrança, não aquece o coração, não nos dá alegria e não nos dá força. Este encontro com a memória é um evento de salvação, é um encontro com o amor de Deus que fez historia conosco e nos salvou; é um encontro de salvação. E é tão bom ser salvos, que é preciso festejar”.
O Pontífice ressaltou que “quando Deus vem e se aproxima sempre há festa”. E “muitas vezes –constatou– nós os cristãos temos medo de festejar: esta festa simples e fraterna que é um dom da proximidade do Senhor”.
A vida, acrescentou, “nos leva a afastar esta proximidade, e a manter somente a lembrança da salvação, não a memória que está viva”. A Igreja, destacou, tem a “sua memória” que é a “memória da Paixão do Senhor”. “Também conosco, advertiu o Papa, acontece que afastamos esta memória e a transformamos em uma lembrança, em um evento habitual”.
Para concluir o Papa Francisco alentou a pedir ao Senhor “a graça de ter sempre a sua memória perto de nós, uma memória próxima e não domesticada pelo hábito, por tantas coisas, e distanciada numa simples lembrança”.

domingo, 6 de outubro de 2013

Peregrinação do Apostolado da Oração a Fatima




O Centro de Apostolado Oração, reuniu 43 dos seus elementos em peregrinação a Fátima por ocasião da Peregrinação Nacional do Apostolado da Oração
Foi um dia vivido em oração e comunhão de irmãos, Fraternidade
No regresso visitamos a linda cidade de Alcobaça, visitando o belíssimo Mosteiro de Alcobaça.

Uma Igreja Nova

António Valério, s.j.
Terminou ontem o primeiro encontro do Papa Francisco com a comissão dos oito cardeais nomeados para aconselharem o Santo Padre na reforma do governo da Cúria Romana. Ainda não se conhecem resultados muito concretos desta reunião, mas o facto de estarem marcados para breve (Dezembro e Fevereiro) mais dois encontros manifesta o grande interesse que o Papa Francisco tem em dar andamento célere a todo este processo.
Muito se tem falado acerca do Pontificado de Francisco, que certamente imprimiu um estilo muito particular e uma constante «roda viva» de mensagens e acontecimentos, com enorme impacto em redes sociais, seja por parte de crentes, seja por parte de não crentes. De facto, com o Papa Francisco a surpresa é não haver surpresa.
Um dos aspectos mais salientes no modo como se tem apreciado o pontificado do Papa Argentino é a sensação de que haverá uma revolução na Igreja, que tudo irá mudar de repente. E, de facto, estamos diante de uma série de decisões e uma série de afirmações sobre o papel dos Bispos, a sua relação com Roma, o funcionamento do Vaticano, a insistência na atenção e cuidado com os mais pobres, com implicações directas no estilo de vida e apresentação pública da Igreja, que anunciam um novo modo de estar.
Mas é preciso estar atentos a uma coisa: como tudo, é necessário que o entusiasmo dos inícios não perca o horizonte e a continuidade, sabendo que o que hoje acontece resulta de um caminho percorrido e o que amanhã acontecerá depende da forma como nos comprometemos com o presente e a forma como o vemos e vivemos.
O Papa Francisco, pelo seu extraordinário carisma pessoal, irá certamente mudar muitas coisas na Igreja. Mas não irá mudar a Igreja. Porque a Igreja é de Cristo e conduzida pelo seu Espírito Santo. E, a cada momento da história, Deus coloca à frente da sua Igreja os homens que entende para esta missão. João XXIII, João Paulo II, Bento XVI, cada um deles foi um homem com características pessoais marcantes para operarem na Igreja aquilo que era necessário no seu tempo, e não foram coisas nada pequenas! Um Concílio, a abertura da Igreja às relações internacionais no tempo dificílimo do comunismo, a relação com o mundo da cultura e a gestão firme e decidida dos escândalos da Igreja...
Com Francisco encontramos o homem que Deus pôs à frente da sua Igreja para realizar hoje nela o que a Igreja precisa. Que sempre precisou, e é bom que agora possa acontecer, mas foi um caminho preparado para que estas mudanças hoje tivessem lugar. Para além do entusiasmo que Francisco desperta, o entusiasmo ainda maior que deve agora animar os cristãos é a certeza de que o Espírito guia a sua Igreja e não a abandona. O que, para cada um de nós, deve significar um compromisso maior, uma paixão maior por sermos cristãos e operar, a começar por cada um de nós, a mudança que a Igreja precisa.

sábado, 5 de outubro de 2013

Intenção Geral para o Mês de Outubro





Intenção geral
Para que aqueles que estão desesperados a ponto de desejar o fim da própria vida, sintam a proximidade amorosa de Deus.
A Intenção Geral deste mês chama a nossa atenção para um terrível problema, que não é de agora, mas que se tem vindo a agravar um pouco por toda a parte, e até de um modo muito grave em várias regiões: o suicídio.
Para isto têm contribuído, para além dos problemas infelizmente endémicos, como sejam a fome, as perseguições, os desentendimentos de grupos de carácter vário, outros que vieram juntar-se, na actual conjuntura mundial; por exemplo, o dos deslocados e refugiados, que acabam por conduzir as pessoas a situações de tal desespero que a única porta que se lhes apresenta para sair delas é atentar contra a própria vida.
Para além das condições mínimas de vida que tanta gente experimenta, sobretudo nos países mais pobres, acentua-se cada vez mais a carência de valores morais que impede as pessoas de verem um sentido para a vida, uma meta para a sua existência.
No caso daqueles que acreditam em Deus, também pode estar a falsa imagem que têm d'Ele, falsa imagem essa que os leva à persuasão de que Deus não os ama, que Ele os abandonou à sua sorte, e que se está presente é para os atormentar e castigar. Uma fé pouco profunda pode de facto levar a esta conclusão, completamente contrária àquilo que a fé nos ensina, de que é precisamente nos momentos mais difíceis que Deus está mais perto de nós, embora não o sintamos.
Como ajudar estas pessoas? Àqueles que não têm fé, a melhor maneira será mostrar-lhes o amor de Deus, por meio da nossa proximidade e amizade, pela atenção que lhes dispensamos, sem necessidade de pronunciar a palavra Deus, o que até pode ser contraproducente.
Para aqueles que acreditam, ainda que a sua fé nesses momentos esteja um pouco abalada, terá sentido falar-lhes do amor de Deus e recordar-lhes as palavras de Cristo: «Vinde a Mim todos os que vos sentis cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei» (Mt 11, 28).
Oremos este mês, juntamente com o Papa, por aqueles que estão em situações difíceis para que encontrem a luz que só Deus pode dar.
Intenção Missionária
Para que a Jornada Missionária Mundial nos anime a ser destinatários e anunciadores da Palavra de Deus.
Como todos os anos, celebramos no penúltimo domingo de Outubro, que este ano ocorre no dia 20, o Dia Mundial Missionário. A finalidade desta celebração é a de nos recordar aquilo que nunca deveríamos esquecer: todos, pelo baptismo, somos evangelizadores, missionários. Este dia não deve ser, portanto, um momento esporádico na nossa vida cristã, mas só mais uma ocasião para reflectirmos na nossa vocação missionária.
E somos todos missionários porque a Igreja é missionária na sua mesma essência, como têm declarado os Papas, em variadas ocasiões, e esta dimensão missionária da Igreja tem que estar sempre presente na mente de todos os cristãos. A Igreja existe para evangelizar. Afirmou, por exemplo, o Papa Paulo VI, na Exortação apostólica Evangelii nuntiandi: «[A proclamação do Evangelho] é para a Igreja um dever que lhe incumbe, por mandato do Senhor Jesus, a fim de que os homens possam acreditar e ser salvos». Este mandato missionário que Cristo confiou aos seus discípulos tem que concretizar-se no empenho de todo o povo de Deus; deve envolver todas as actividades das Igrejas particulares, todos os seus sectores, todo o seu ser e agir.
Todos aqueles que se encontraram com Cristo ressuscitado sentiram a necessidade de anunciá-Lo aos outros, como aconteceu com os discípulos de Emaús, com Maria Madalena e tantos outros. O mesmo deve acontecer connosco. Se vivemos a ressurreição, se a fé que ela desperta é uma verdadeira realidade na nossa vida, havemos de sentir a necessidade imperiosa de a partilhar. Com efeito, a fé não é um dom (o maior da nossa vida), para guardar para si, mas para comunicar aos outros, para que também eles a possam experimentar.
Como diz a Intenção Missionária deste mês, somos, ao mesmo tempo, destinatários e anunciadores da Palavra que desperta a fé. Mas só quando esta Palavra Se faz carne dentro de cada um é que pode ser anunciada com verdade. Doutro modo, o anúncio soará a oco.
Sobretudo ao longo deste mês, deixemo-nos possuir pela Palavra de Deus, porque só assim é que seremos levados a uma comunicação mais activa, persuadidos de que a fé se fortalece quando é comunicada.