terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Sto. ESTÊVÃO, primeiro mártir (Festa)
Sto. ESTÊVÃO, primeiro mártir (Festa)
Livro dos Actos dos Apóstolos 6,8-10.7,54-59.
Naqueles dias, cheio de graça e força, Estêvão fazia extraordinários milagres e prodígios entre o povo.
Ora, alguns membros da sinagoga, chamada dos libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilícia e da Ásia, vieram para discutir com Estêvão;
mas era-lhes impossível resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava.
Ao ouvirem tais palavras, encheram-se intimamente de raiva e rangeram os dentes contra Estêvão.
Mas este, cheio do Espírito Santo e de olhos fixos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé, à direita de Deus.
«Olhai, disse ele, eu vejo o Céu aberto e o Filho do Homem de pé, à direita de Deus.»
Eles, então, soltaram um grande grito e taparam os ouvidos; depois, à uma, atiraram-se a ele
e, arrastando-o para fora da cidade, começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram as capas aos pés de um jovem chamado Saulo.
E, enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito.»
Livro de Salmos 31(30),3cd-4.6.8ab.16bc.17
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Sê para mim uma rocha de refúgio,
uma fortaleza que me salve.
Tu és o meu rochedo e a minha fortaleza;
por amor do teu nome, guia-me e conduz-me.
Nas tuas mãos entrego o meu espírito;
Senhor, Deus fiel, salva-me.
Hei-de alegrar-me e regozijar-me com a tua misericórdia,
porque conheceste a angústia da minha alma
Livrai-me das mãos dos meus inimigos
e de quantos me perseguem.
Brilhe sobre o teu servo a luz da tua face;
salva-me pela tua misericórdia.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a Tua Palavra.
Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a Tua Palavra.
Neste quarto Domingo do Advento somos conduzidos pelo Sim da Virgem Maria, coração dócil à vontade de Deus, campo fértil que acolhe a Palavra e dá Fruto novo para toda a humanidade. Maria foi eleita para ser a Mãe de Deus e a si mesmo se chama escrava, manifestando esta humildade sublime de quem sabe reconhecer que tudo vem de Deus e tudo volta para Ele.
David tinha a intenção de construir uma habitação de pedra que fosse morada e presença do Senhor no meio do seu povo mas Deus tem outros projectos: “Prepararei um lugar para o meu povo de Israel; e nele o instalarei para que habite nesse lugar, sem que jamais tenha receio”. Esse lugar que Deus preparou foi o seio imaculado da Virgem Maria que se denomina agora Arca da Nova Aliança. Maria, na sua humildade, transporta a Promessa de Deus no seu ventre; aceitando ser a Mãe do Salvador, prometido a David, encerra o longo período de expectativa da humanidade e pela fé, pelo seu fiat generoso, Deus habita verdadeiramente no meio do Seu Povo.
Porque a Deus nada é impossível, em Maria, a primeira entre os cristãos a comprometer-se na aventura da fé, nasce a Igreja, morada de Deus no meio dos homens. É na Igreja que hoje recebemos a graça de Deus, nos podemos transformar pela sua Palavra e podemos ver todas as promessas cumpridas e realizadas para nossa salvação.
Partindo da experiência de Maria, ao preparar este Natal, sou confrontado com a questão: onde preciso acolher o Menino? Em que dimensões concretas da minha vida, da minha história, há necessidade do Messias? Abramos-lhe as portas do nosso coração, de par em par, e façamos a experiência das verdadeira salvação. Não nos deixemos enganar pelas soluções rápidas e barulhentas mas entremos na aventura da humildade e do silêncio, as únicas que nos ajudarão a ver o Deus vivo no meio de nós
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Ele está no meio de vós e não o conheceis
No meio de vós está Alguém que não conheceis.
O Evangelho deste Domingo confronta-nos com a missão de João Baptista. “Quem és tu?”, perguntam-lhe os sacerdotes e os levitas. A resposta de João manifesta claramente a consciência da missão - “sou a voz que clama no deserto”, que prepara, anuncia a vinda do Messias. João Baptista apresenta-se a si mesmo como a voz que anuncia a Palavra, que a manifesta e a torna presente. Ser a voz de Cristo, o seu arauto, aquele que anuncia o Salvador do mundo e prepara a sua vinda: esta é a missão de João Baptista e, tal como ele, de todos os cristãos que acolheram a Vida no seu coração.
É inquietante a afirmação de João: “Está no meio de vós Alguém que não conheceis”. Impressiona porque ainda hoje muitos homens, bem perto de nós, nunca ouviram falar do Messias, muitos homens ainda não tiveram a oportunidade de se encontrar com o Deus Vivo e Verdadeiro. Por isso mesmo, João Baptista é hoje, para nós, ícone da missão da Igreja. Somos chamados a ser a voz, que proclama com a conversão diária, com a adesão a Cristo, a Vida que está no meio de nós.
Com a consciência de que não nos anunciamos a nós mesmos mas a Cristo que por nós deu a vida e fez brilhar a sua luz no meio de nós, acolhamos o convite de São Paulo que escutamos hoje na segunda leitura: “Vivei sempre alegres, orai sem cessar, dai graças a Deus em todas as circunstâncias. Não apagueis o Espírito, não desprezeis os dons proféticos; mas avaliai tudo, conservando o que for bom”.
Alegremo-nos irmãos porque Deus está no meio de nós. Preparemo-nos com seriedade para a vinda do Senhor que se manifestará para nós na paz e na graça. Deixemos que a Palavra nos converta e peçamos ao Senhor que fortaleça a nossa voz com a Palavra de Cristo que gera vida no coração dos crentes.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Eis o Vosso Deus
Eis o vosso Deus. O Senhor Deus vem com poder, o seu braço dominará!
Somos animados, neste segundo Domingo do Advento, pela confiança absoluta do Profeta na vinda do Senhor. O Senhor virá “como um pastor, apascentará o seu rebanho e reunirá os animais dispersos; tomará os cordeiros em seus braços, conduzirá as ovelhas ao seu descanso”.
Confortados pela certeza da vinda do Senhor, somos chamados a preparar o seu caminho, a endireitar as suas veredas, isto é, os caminhos tortuosos da nossa vida. Significa isto que o Advento é também um tempo de conversão, um tempo sério de escuta da Palavra que quer cair em terra boa, de diálogo com o Senhor, de vigilância porque não sabemos o dia nem a hora em que o Senhor passará.
Este não pode ser apenas mais um Advento na nossa vida (até porque não sabemos se será o último)! Somos chamados a combater a rotina espiritual e a caminhar com força e esperança que nos prepare para acolher o Menino que nascerá para nós. É urgente colocarmo-nos à escuta, é urgente fazermos um caminho de conversão, deixar que Deus entre com força na nossa vida e nos nossos projectos. São Pedro, na Carta que hoje escutamos, aponta-nos o caminho: “nós esperamos, segundo a promessa do Senhor, os novos céus e a nova terra, onde habitará a justiça. Portanto, enquanto esperais tudo isto, empenhai-vos, sem pecado nem motivo algum de censura, para que o Senhor vos encontre na Paz”.
Preparamo-nos para celebrar a Solenidade da Imaculada Conceição e da Virgem Santa Maria, nossa Padroeira, colhemos o testemunho e beneficiamos da sua intercessão. Peçamos-lhe pela nossa Comunidade, para que em cada um dos seus membros, encontre uma terra boa e fértil que acolha com docilidade a Palavra do Seu Filho Jesus. Peçamos-lhe ainda que nos ajude nesta luta diária contra a sedução do mundo e que nos ajude a silenciar todos os barulhos e apelos que, neste tempo, nos afastam do projecto de Deus.
sábado, 26 de novembro de 2011
1º Domingo do Avdento
Vigiai!
É com este grito do Profeta Isaías que iniciamos mais um Advento na nossa vida, que acolhemos de novo o convite de Deus a rasgar o nosso coração para que Ele possa descer e habitar no meio de nós.
O
Tempo do Advento é o tempo da Esperança fecunda. Sabemos que o Senhor
já veio uma vez à história da humanidade, que agora se encontra connosco
em cada tempo e em cada lugar
e que virá, no fim dos tempos, para entregar tudo nas mãos do Pai.
Celebrar o Advento é deixar que este encontro diário com o Senhor seja
fecundo, uma porta aberta à vida nova que o Senhor nos quer conceder.
No
tempo do Advento somos convidados a olhar, de um modo especial, para a
Virgem Maria, mulher da esperança e da docilidade. No rosto e na
obediência de Maria percebemos o dom do Acolhimento que não obstaculiza a
Graça de Deus, pelo contrário, se deixa moldar por ela como o barro nas
mãos do Oleiro. Vivamos em jubilosa esperança mais esta oportunidade
que o Senhor nos concede de nos convertermos a Ele e à sua vontade,
peçamos-lhe com fervor que venha à nossa vida, que não nos encontre
adormecidos ou tíbios mas despertos para corrermos atrás dele.
Nestes
tempo difíceis de preparação para o Natal somos ainda chamados a ser
testemunho no meio do mundo. Vivemos com o olhar posto em Deus e na Vida
Eterna e por isso acreditamos que Ele não foi de férias durante a
crise; mas perante a loucura do mundo, com as suas luzes de Natal,
brilhos e barulhos ensurdecedores, diante dos apelos constantes ao
consumismo, somos chamados a estar também vigilantes na sobriedade, no
olhar atento ao mais pequeno, na busca do mais importante neste tempo de
Natal para o qual nos preparamos na fé e na esperança.
Pe Bruno Machado
Pe Bruno Machado
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