sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Tempo do Advento

A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.
O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.
Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.
Origem
Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha tinha caráter ascético com jejum abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania. Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.
Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.
Teologia do Advento
O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15) . O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.
A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referencia e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.
Espiritualidade do advento
A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.
Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!
O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.
O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.
No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.
As Figuras do Advento:
ISAIAS

É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.
As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.
JOÃO BATISTA
É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).
A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lO como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.
João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.
MARIA
Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se "preparou" para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de "Faça-se em mim segundo a sua Palavra" (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.
Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.
JOSÉ
Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi".
José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Boa noite!

Caminho certo de humildade é meditar como, mesmo carecendo de talento, de renome e de fortuna, podemos ser instrumentos eficazes, se recorremos ao Espírito Santo para que nos conceda os Seus dons. Os Apóstolos, apesar de terem sido instruídos por Jesus durante três anos, fugiram espavoridos diante dos inimigos de Cristo. Todavia, depois do Pentecostes, deixaram-se vergastar e encarcerar, e acabaram dando a vida em testemunho da sua fé.

Jesus Cristo, Nosso Senhor, propõe-nos com muita frequência na sua pregação o exemplo da sua humildade: aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, para que tu e eu aprendamos que não há outro caminho; que só o conhecimento sincero do nosso nada é capaz de atrair sobre nós a graça divina. Por nós, Jesus veio padecer fome e alimentar-nos, veio sentir sede e dar-nos de beber, veio vestir-se da nossa mortalidade e vestir-nos de imortalidade, veio pobre para nos tornar ricos.

Deus resiste aos soberbos, mas aos humildes dá a sua graça, ensina o Apóstolo S. Pedro. Em qualquer época, em qualquer situação humana, não existe – para viver vida divina – senão o caminho da humildade. Será que o Senhor se regozija com a nossa humilhação? Não. Que lucraria com o nosso abatimento Aquele que tudo criou, e mantém e governa tudo o que existe? Deus só deseja a nossa humildade, que nos esvaziemos de nós próprios para ele nos poder encher; pretende que não lhe levantemos obstáculos, a fim de que – falando ao modo humano – caiba mais graça sua no nosso pobre coração. Porque o Deus que nos inspira a ser humildes é o mesmo que transformará o nosso corpo de miséria, fazendo-o semelhante ao seu corpo glorioso, com aquele poder com que pode também sujeitar a si todas as coisas.

domingo, 14 de novembro de 2010

Pela força do Espírito Santo que habita em nossos corações

Na carta que acompanhou a aprovação dos artigos seguido do Conselho do Apostolado da Oração, Paulo VI, nos incentivou a dar mais destaque ao Espírito Santo que habita na Igreja e no coração dos fiéis como em um templo (cf. 1 Coríntios 3:16; 6.19), que reza em nós e demonstra o nosso estado de filho adotivo (cf. Gl 4,6, Rm 8,15-16 e 26).

Desde então, todo o mundo, a invocação do Espírito Santo tornou-se parte da oferta diária de milhões de pessoas, feliz em saber que essa transformação é realizada através da oferta de opera-los sob a moção do Espírito Santo.

Este é o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé ..." 5,22 Ga

Com o Coração de Jesus
Com um coração que olha para o Coração de Jesus
"Faça do meu coração como o seu": esta simples oração expressa o desejo mais profundo que o Senhor em nosso coração: amar a Deus e aos nossos irmãos como Ele os amou.
Para conseguir isso, precisamos ouvir as suas palavras e ver suas ações, porque, como o Santo Padre escreveu em sua carta aos 150 anos do Apostolado da Oração " Quanto mais se aprende a desenhar sobre a palavra de Deus em sua própria oração, mais uma está intimamente permeada sentimentos do Coração de Cristo ".
Qualquer devoção ao Coração de Jesus tem de fato nenhuma outra finalidade do que se tornar mais semelhantes a Ele, tão confiante no Pai, e tão atento aos outros que Ele era. Esta é a transformação que o Espírito Santo está trabalhando para operar em nossos corações.


Deisis mosaico, Hagia Sophia, Istambul. 1280

"Quem me vê, vê também aquele que me enviou" Jo 12:45
na Eucaristia
Nutrida e moldada por Cristo na Eucaristia
É claro que essa união com Jesus Cristo não pode crescer ou mesmo sobreviver, se não há vida sacramental.
"Eu sou a videira, vós sois os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer" (Jo 15:5).

Na Eucaristia é o Cristo ressuscitado que se dá para comer e beber para que ele se torna o centro do nosso eu interior e podemos mostrar nosso modo de vida que Ele vive em nós. Ou, nas palavras de João Paulo II para enfrentar os líderes do Apostolado da Oração ", você deve se esforçar para formar cristãos que são moldados pela Eucaristia, que lhe dá a força do s ' sinceramente comprometido com todos os aspectos de sua vida em um espírito de serviço aos irmãos, como o Corpo de Cristo e do seu Sangue derramado (cf. Lc 22,19 ss) "(João Paulo II, 1985).

Celebração Eucarística na Índia

"Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele" Jo 6:56
Reconciliado com Ele.
Reconciliado com ele no Sacramento da Reconciliação
Recordando como o Ano Santo foi marcada pelo uso do sacramento da reconciliação, o Santo Padre convida toda a Igreja a não descurar este aspecto da atenção pastoral ordinária. O Apostolado da Oração não deixará de oferecer sua cooperação, já que este tende sacramento "para redescobrir Cristo como aquele no qual Deus nos mostra o seu coração compassivo e nos reconcilia plenamente com ele" (cf. NMI 37) .
Marie
No exemplo da Maria
Como Maria, que começou sem reservas e com todo seu coração, disponíveis para a pessoa ea obra de seu Filho, nós, a nossa oferta, colocamos todo o coração à disposição de Jesus Cristo para a vinda do seu reino.

Mosteiro de Santa Catarina (Sinai) - início do século 13

"O que você diz, fazer" Jo 2:04
Em resumo, o Apostolado da Oração:

oferece um caminho para a santidade - a partir do oferecimento diário

que transforma as nossas vidas

e nos une em comunhão de oração - o poder do Espírito que habita em nossos corações

e nos faz querer ter os mesmos sentimentos que estavam no Coração de Cristo

de modo que alimentou e moldado por ele na Eucaristia

e reconciliado com ele no Sacramento da Reconciliação, podemos colocar todo o meu coração e inteiramente à sua disposição

e disposição de sua igreja, a exemplo de Maria, o advento de seu reinado.
Peter-Hans Kolvenbach, SJ
Diretor-Geral do Apostolado da Oração
Superior Geral da Companhia de Jesus 1983-2008

Roma, 8 de junho de 2003, Solenidade de Pentecostes

A Nova Presidente

A D. Maria da Graça, mais conhecida entre nós por( Dache), foi eleita, por maioria absoluta e aceitou ficar ao serviço de Deus neste lindo trabalho, que é o Apostolado da Oração.
Que Deus a ajude nesta missão que vai iniciar, pois é dando que se recebe, é morrendo que se renasce, para a vida, Deus não nos deixa nunca iludidos na nossa Fé.
Caminha connosco, para que todos sejamos testemunhos do Amor de Deus onde quer que vivamos .
A Dache vai tornar o Apostolado da Oração cada vez mais vivo nesta comunidade, pelo seu conhecimento, pelo seu testemunho Cristão e porque desde o berço já ouvia falar do Apostolado da Oração, foi a sua Bisavó a Fundadora do Apostolado na nossa Comunidade.
Bem Haja Dache por esta missão

Nomeação da Nova Presidente do Apostolado da Oração - 2010/2012

É com entusiasmo e esperança que vivemos este momento da escolha da nova Presidente do Centro do AO da paróquia de Ota. Os mais de cem anos que esta Associação tem na nossa Comunidade são um património e uma herança que queremos honrar com muita gratidão. Os muitos associados, zeladores, directores e presidentes, ao longo destes muitos anos, foram um bom fermento na vida da nossa paróquia. Lembramos com particular carinho a Direcção cessante presidida pela Carminda Honrado. Muitos Parabens pelo Vosso excelente trabalho e Muito Obrigado pela Vossa generosidade no serviço à Igreja, ao Papa e à nossa Comunidade Paroquial.

O Apostolado da Oração está a viver um novo tempo a nivel mundial. Os responsáveis internacionais por esta Associação têm vindo a reflectir sobre o modo como "Recriar" e adaptar o AO aos novos tempos. Desejam fazer esse caminho ouvindo as pessoas, dos vários Grupos (Centros). Estes desenvolvimentos vão ter lugar entre 2011 e 2012, portanto durante o mandato da nova Presidente. Será de certo um tempo marcado por este novo dinamismo do qual não queremos estar alheios.

Quem Será a Escolhida do Senhor? Quem for, tenha a ousadia de aceitar este lindo desafio que a espera. Não estará sozinha nessa aventura. Com ela, estamos todos nós, os Associados, e não apenas a nivel local. Por todo o mundo somos milhares de milhares de colaboradores, em comunhão com o Santo Padre, neste lindo Apostolado da Oração.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Apostolado da Oração de Ota
Estamos em tempo de mudança, Deus espera de nós um "Sim" aberto ao seu chamamento,
Ele vai escolher alguém para Presidir este Movimento tão belo que é o Apostolado da Oração.